RJ: rede estadual de ensino retorna a aulas 100% presenciais

Na rede municipal da capital, retorno sem rodízio de alunos começou no dia 18; em SP, escolas municipais da capital já podem receber 100%.

A rede estadual de ensino do Rio de Janeiro retornou hoje às aulas 100% presenciais. Desde março o sistema de ensino na Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) estava híbrido, com aulas presenciais e remotas. No ano passado, as aulas foram apenas remotas por causa da pandemia de Covid-19.

Em coletiva de imprensa, o secretário estadual de Educação, Alexandre Valle, informou que a direção das escolas tem procurado os estudantes que não estão frequentando as aulas e que a Seeduc anunciará nos próximos dias um grande programa de busca ativa para evitar a evasão escolar.

“As nossas diretoras, a todo momento, trabalharam em busca ativa para que nossos alunos retornassem às nossas salas de aulas, por meio de e-mails, de mensagens, de telefonemas, e, principalmente, indo buscar os alunos em sua residência. A partir dos próximos dias, o governo do estado apresentará um grande programa de busca ativa que envolverá aproximadamente 9 mil mulheres e 1.500 assistentes sociais”.

Valle lembrou que faltam apenas cerca de 60 dias para o fim do ano letivo, mas que esse período será importante para a secretaria identificar e corrigir problemas gerados pela pandemia.

“São 60 dias muito importantes aonde faremos o diagnóstico da realidade atual dos nossos alunos, onde poderemos traçar medidas pontuais e cirúrgicas pra que cada vez mais tenhamos esse resultado que todos nós desejamos, alcançamos a educação do Rio de Janeiro, com investimentos em reforço, em recuperação, aonde possamos fazer com que, apesar de 60 dias apenas, o aluno possa ter o melhor aproveitamento”, explicou.

Segundo o secretário estadual da Saúde, Alexandre Chieppe, o cenário epidemiológico da pandemia está favorável para o retorno às aulas presenciais.

“O cenário epidemiológico da Covid-19 hoje no Rio de Janeiro é bastante tranquilizador. Isso muito por conta da vacinação, que vem avançando de forma satisfatória no estado. Hoje, nós já temos em torno de 60% da população vacinada com as duas doses e mais de 75% com uma dose. Isso já reflete na queda dos indicadores. A tendência é que essa queda se consolide e se reflete no Mapa de Risco que a gente divulga semanalmente, que pela primeira vez todas as regiões do estado estão em amarelo, temos somente dois municípios em laranja. No próximo mapa poderemos ter alguns em verde”.

O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ) apresentou na semana passada para a Seeduc questionamentos sobre o retorno às atividades presenciais. O Sepe argumenta que a pandemia não acabou e que ainda existe risco de contágio, apesar do avanço na vacinação.

“A direção questionou, ainda, os problemas estruturais de muitas escolas que não têm espaço físico adequado para receber um grande contingente de pessoas na atual situação sanitária”, informa o Sepe-RJ. O sindicato questionou a interrupção abrupta da plataforma virtual, sendo que há garantias para que os servidores com comorbidades permaneçam no trabalho remoto até o final de 2021.

O sindicato argumenta também que os estudantes ainda não completaram o ciclo de vacinação e que a decisão de retornar ou não à escola deve ser da família, e não uma imposição da Seeduc. Segundo o Sepe-RJ, a direção do sindicato volta a se reunir com a secretaria no dia 28 e uma assembleia está marcada para o dia 30.

Na rede municipal de ensino do Rio de Janeiro o retorno das aulas presenciais sem rodízio de alunos começou no dia 18, com as turmas de pré-escola, 1º, 2º, 5º e 9º anos do Ensino Fundamental e programa Carioca II.

A segunda fase da retomada das aulas presenciais começou hoje, com o retorno das creches, classes especiais, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e 3º, 4º, 6º, 7º e 8º anos do Ensino Fundamental. Por causa da pandemia de Covid-19, as aulas presenciais vinham ocorrendo em sistema de rodízio, com metade da lotação das turmas em cada semana.

Em São Paulo, as escolas municipais da capital já podem receber 100% dos estudantes, ou seja, a partir de hoje o rodízio entre os alunos no atendimento presencial nas escolas terminou. Agora, as unidades de ensino fundamental e médio poderão receber os alunos sem a necessidade de distanciamento.

A participação presencial nas atividades, no entanto, segue facultativa às famílias, de acordo com a Lei 17.437, de 12 de agosto de 2020. A medida foi baseada nas orientações dos órgãos de saúde.

Como a participação nas atividades presenciais ainda está a critério dos pais e responsáveis, quem optar por manter a criança ou adolescente no sistema remoto deve assinar um termo de responsabilidade e se comprometer a retirar as atividades na escola e participação nas aulas remotas.

Na rede municipal, as unidades foram reabertas em 15 de fevereiro, com limite de capacidade de até 35% dos estudantes, em formato de rodízio. Para a educação infantil também havia o limite de até 35%, porém sem rodízio. Em 17 de março, por conta da piora da pandemia na cidade de São Paulo, a Secretaria Municipal de Educação adiantou o recesso do mês de julho. As atividades foram retomadas em 12 de abril, ainda com até 35% dos estudantes, em formato de rodízio.

Em 8 de setembro, os Centros de Educação Infantil retomaram o atendimento a 100% das crianças, sem rodízio, também sem a obrigatoriedade de presença.

 

Com informações da Agência Brasil

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