Rede hospitalar Mater Dei pode movimentar R$ 2 bi com IPO

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Prospecto preliminar sobre o IPO da rede de atendimento hospitalar Mater Dei, divulgado nesta terça-feira pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), atesta que a rede pode movimentar em torno de R$ 2 bilhões com a operação. O montante considera a venda integral do lote base ofertado e de cada ação a ser vendida por R$ 24, ou seja, no ponto médio da faixa estimada definida pelos coordenadores, de R$ 21,80 a R$ 26,20 por papel, conforme divulgou a Reuters.

Do montante financeiro estimado, cerca de R$ 1,64 bilhão corresponde à emissão de ações novas, a oferta primária, cujos recursos a Mater Dei pretende usar para aquisições de rivais menores e de startups, além de custear a construção de novos hospitais.

O restante da oferta, coordenada por BTG Pactual, Bradesco BBI, Itaú BBA, JPMorgan e Safra, será de ações detidas na empresa por 14 investidores pessoas físicas que vão vender uma fatia no negócio. A fixação do preço por ação na oferta, negociadas pelo ticker MATD3, está prevista para 12 de abril, com os papéis estreando no pregão da Bovespa no próximo dia 14. Criada em 1980 e com sede em Belo Horizonte, a Mater Dei tem 1.081 leitos hospitalares distribuídos em três unidades, localizadas na região metropolitana da capital mineira.

O Hospital Mater Dei figura entre os 10 melhores hospitais do Brasil, entre público e privado, na lista dos melhores hospitais do mundo. A unidade é a única de Minas Gerais na lista das 10 melhores, que conta ao todo com 96 centros de saúde. A pesquisa foi realizada pela revista americana Newsweek, em parceria com a empresa de pesquisa de dados Statista Inc, para selecionar os 2.000 hospitais de maiores destaques no mundo, cobrindo ao todo 25 países.
Para o presidente da Rede Mater Dei de Saúde, Henrique Salvador, figurar entre os 10 melhores hospitais do Brasil e o melhor de Minas Gerais evidencia o trabalho e investimentos realizados nos últimos anos em novas tecnologias, em capacitação contínua dos profissionais que atuam na Rede e em qualidade e segurança atestados por certificadoras internacionais, colocando sempre o paciente no centro do cuidado.
Para a construção da lista com os melhores hospitais, a revista buscou informações em três fontes: recomendação de especialistas médicos, resultados de pesquisas com os pacientes e performance médica dos hospitais. Com base nesses dados, é construído um ranking que varia em quantidade de hospitais em cada país, de acordo com as informações disponíveis. No Brasil foram 96 centros de saúde, nos EUA a lista contou com 350, e em Israel apenas com 10.

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