Redecard: lucro de R$ 457 milhões no 3T11 veio acima da expectativa.

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A Redecard divulgou na quarta-feira (01/02), após o fechamento do pregão, suas
demonstrações financeiras do quarto trimestre de 2011, quando reportou lucro líquido
de R$ 457 milhões, 11,7% acima da nossa previsão.
O volume de transações continuou apresentando evolução (na comparação com o 3T11 houve aumento de 7,0% na área de cartões de crédito e 18,0% em cartões de débito), confirmando o forte potencial de negócios do setor. Entretanto, na área de cartões de crédito o volume de operações veio 2,9% abaixo da nossa expectativa. Em bases anuais, as taxas de crescimento para o volume de transações foi de 8,8% e para o volume de operações de cartões de crédito foi de 21,8%.
A receita líquida de R$ 1,01 bilhão no trimestre veio bem alinhada com a nossa estimativa, aí incluídos R$ 170 milhões referentes às receitas com pré-pagamentos (antecipação de recebíveis), que cresceram 10,6% contra o 4TI0 e 5,4% contra o 3T11, a despeito de ter ocorrido redução relativa dos volumes de antecipação. Como percentual do total de transações com cartões de crédito, os pré-pagamentos representavam 21,7% no 4TI0, 17,6% no 3T11 e 16,0% no 4T11. Isto tem se justificado pela mudança no mix de clientes.
O destaque positivo dos resultados do 4T11 foi a redução generalizada dos custos e despesas. Nossas previsões consideravam números estáveis em relação ao trimestre precedente e o que houve foi um recuo de 9,1% nos custos dos serviços (itens como manutenção e call centers, por exemplo). Nas despesas operacionais, houve reduções em despesas com pessoal e marketing. Durante 2011 a Redecard reduziu seu número de empregados, com concentração no 3T11, o que basicamente explica a diminuição da linha de despesas com pessoal de 11,2% no último trimestre do ano.
Tudo considerado, a margem Ebitda (geração de caixa operacional) apresentou novo
aumento, saindo de 58,5% no 2T11 para 61,3% no 3T11 e 70,3% no 4T11.
O MDR médio (Merchant Discount Rate) manteve-se em 1,00% nos três últimos trimestres, sendo uma boa indicação e confirmando o quadro mais equilibrado do setor, após os fortes ajustes ocorridos no segundo semestre de 2010.
O número de POS (as maquininhas dos lojistas) era de 1,066 milhão em dezembro de 2011, com redução de 2,1% no trimestre e menos 6,9% contra o 4T10. Tais reduções se devem a fatores estratégicos e ainda como conseqüência das alterações estruturais promovidas no setor em 2010. Por outro lado o valor médio de aluguel dos POS ficou em R$ 66,81 no trimestre, 32,7% maior que no 4T10, o que se explica por alguns fatores, como o aumento da base de POS sem fio, dentre outros.
Os resultados da Redecard reforçam a nossa tese de que o setor encontra-se em expansão. Portanto, mantemos a recomendação de Compra para suas ações.

Fonte: Ágora Corretora e Bradesco Corretora
Aloisio Vílleth Lemos

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