Redução de jornada volta para segurar emprego

Programa deve seguir mesmas regras do ano passado.

Estava na mesa do presidente Jair Bolsonaro a medida provisória que recria o Benefício Emergencial (BEm). Com isso, empresas e trabalhadores poderão voltar a negociar redução de jornada e salários. O programa implementado no início da pandemia impediu uma explosão de demissões no setor formal. Ao final do ano, o número de empregos com carteira assinada chegou a ter um leve crescimento.

O BEm terá duração de dois meses, podendo ser prorrogado por mais dois, e permitirá redução nos mesmos percentuais de 2020: 25%, 50% e 70%. A informação é da colunista Carla Araújo, do UOL.

Permanecia, nesta sexta-feira, dúvida sobre a origem dos recursos para bancar o programa. Há a possibilidade de que as últimas duas parceladas sejam pagas usando recursos do seguro-desemprego, o que prejudicaria o trabalhador em caso de demissão posterior. A adesão ao BEm deve implicar estabilidade por tempo proporcional ao da redução salarial, como ocorreu ano passado.

Na quinta-feira, o ministro Paulo Guedes prometeu, além do Benefício Emergencial, a volta do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). Falou também em outras medidas, sem especificar. Disse que serão anunciadas pelo presidente Jair Bolsonaro mais adiante.

Pesquisa divulgada nesta sexta-feira pelo XP/Ipespe revela que 63% dos entrevistados acreditam que a economia do país está indo no caminho errado, 6 pontos percentuais a mais que na pesquisa de fevereiro. Fatos & Comentários, página 3

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