Reforço de caixa

O dinheiro oriundo do pagamento de royalties do petróleo tem representado um importante reforço para o caixa do Estado do Rio de Janeiro. Até setembro, o estado recolheu R$ 485 milhões em royalties, segundo dados contabilizados pela Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet). Desse total, R$ 225 milhões serão esterilizados com o pagamento de dívidas à União, sangria que comprometerá, durante os próximos 20 anos, até 13% da receita líquida estadual.
Apesar dos gastos com juros e com amortização de dívida, o estado dispõe de recursos adicionais de R$ 260 milhões, devido ao aumento dos preços do barril do petróleo no mercado internacional. Como a legislação determina que os recursos oriundos do pagamento de royalties devem ser usados, preferencialmente, em projetos ambientais e de saneamento básico, está na hora de o governo estadual mostrar serviço nesse setor.

Barra
Todo cuidado é pouco aos consumidores natalinos com os preços marcados em código de barras, nos supermercados e lojas de departamento. Na Casa & Vídeo de Itaipu, Região Oceânica de Niterói, um brinquedo que estava marcado a R$ 29,99 na prateleira pulou para R$ 34,99 na boca do caixa – salto de mais de 16%. A diferença de preços – sempre para mais – também é comum nos supermercados. Em alguns, como a Sendas, o programa de computador nas caixas dificulta a conferência, mostrando um produto de cada vez, impedindo que o consumidor reveja algum item antes que seja impresso o cupom fiscal. Haja memória para se lembrar de dezenas de preços.

Folia
Segundo o governo, redução do preço da gasolina só dentro do “cronograma trimestral.” O próximo ajuste, de acordo com o cronograma do governo, ocorrerá no dia 6 de abril de 2001. Como abril é o quarto mês do ano, fica a dúvida: o trimestre do governo federal tem quatro meses ou só começam a contar depois do carnaval?

E as outras?
Instigante o nome do arquivo de computador com a nota do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República distribuída ontem (e que vai publicada pelo MM logo aqui embaixo): versão final.doc

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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