Rei Juan Carlos ganha menos que Armínio Fraga, na Bovespa

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Menos de 10% do orçamento de 8,43 milhões de euros deste ano destinado para a manutenção da Casa Real da Espanha vai para a família real. A remuneração do rei Juan Carlos chegou a 293 mil euros, sendo que 141 mil euros corresponderam aos salários e o restante, a verba de representação. O primeiro-ministro espanhol recebe 78 mil euros anuais e o presidente do Supremo Tribunal tem um ganho de 130 mil euros por ano. Os três principais mandatários espanhóis recebem, respectivamente, o equivalente em moeda brasileira a R$ 711,9 mil, R$ 189,54 mil e R$ 315,9 mil. Deve ser triste ser autoridade num país tão antigo e ganhar tão pouco.
Aqui no Brasil, Armínio Fraga ganha mais de R$ 900 mil anuais, só para participar da reunião mensal do Conselho de Administração da Bovespa. O príncipe das Astúrias, Filipe, recebe metade do salário do pai, ou seja, 146 mil euros, enquanto as despesas destinadas à rainha Cristina, à princesa Letizia Ortiz, e às restantes infantas varia todos os anos, não havendo um salário fixo para elas, que dependem dos gastos de representação. Neste ano, houve um montante máximo de 375 mil euros para ser dividido entre elas.
Outro que ganha menos que o Armínio Fraga é o presidente de Portugal, que recebe 6.523 euros por mês, mas como tem direito a salários correspondente a 14 meses, a importância destinada a Cavaco Silva era de 142 mil euros, ou o correspondente a R$ 345,1 mil. A propósito, o chefe do Estado português é muito mal pago, pois mensalmente recebe R$ 15,85 mil, enquanto aqui no Brasil os deputados federais recebem mais do que o dobro disso com todas as verbas de representação. Uma ressalva: Cavaco Silva não ganha as verbas presidenciais para manter o direito a pensões que já recebe.

Faltaram informações relevantes
A Casa Real divulgou, pela primeira vez desde 1979, a parte do Orçamento espanhol que lhe é destinada. O anúncio poderá ter sido provocado pelas acusações ao genro do rei, Iñaki Urdangarin, marido da infanta Cristina, sobre suposta apropriação de fundos públicos. Nem Iñaki nem o outro genro de Juan Carlos recebem qualquer salário do orçamento do Palácio da Zarzuela. No comunicado ao povo espanhol, é dito que a alocação desses recursos é para assegurar que a Chefia de Estado disponha de uma dotação orçamental suficiente para que o rei possa desenvolver o seu trabalho com a independência inerente às suas funções constitucionais.
Porém, revela que existem outros gastos que não saem desse orçamento, como as visitas oficiais, os serviços de segurança, as compras de veículos oficiais, que estão sob a responsabilidade de vários ministérios. A edição online do Cinco Días reclama da falta de informações relevantes, como os gastos com o cabeleireiro ou com o vestuário, e ressalta que a informação específica se limita a uns escassos números, concluindo que essa parcimônia contrasta com a extensa informação que as restantes grandes monarquias européias disponibilizam em suas páginas na Web.

Viver caminha para o “penny market”
Para combinar os negócios de construção, a Viver Incorporadora e Construtora e a Reusing Engenharia e Construções criaram a subsidiária Reusing Construções, ficando cada uma cm 50% da nova empresa. Essa combinação das atividades reforça a estratégia da Viver de verticalização através do fortalecimento da sua área de construção e assegura a capacidade de execução de projetos na região Sul do pais. A Viver será responsável pela gestão financeira da Reusing Construções, enquanto o outro sócio ficará com a capacidade de construção.
Nada disso, no entanto, é importante. Analistas e investidores querem saber como a Viver enfrentará seu problemas no próximo ano. Neste, suas ações sofreram desvalorização de 71,63% e estão cotadas a R$ 1,92. Isso significa que estão prestes a entrar no Novo Mercado de Tostões da Bovespa.

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