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Reino Unido: ministro da Saúde renuncia e pede a premiê que facilite sua sucessão

Starmer diz enfrentar qualquer desafio de liderança que surgir à medida que o cerco à sua volta se fecha

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Keir Starmer, primeiro-ministro britânico (foto de Loey Felipe, ONU)
Keir Starmer, primeiro-ministro britânico (foto de Loey Felipe, ONU)

O ministro da Saúde do Reino Unido, Wes Streeting, apresentou nesta quinta-feira sua renúncia, à medida que aumentam a tensão e o cerco em torno do primeiro-ministro, Keir Starmer, a quem tentam pressionar para que renuncie após o desastre eleitoral do Partido Trabalhista nas últimas eleições locais.

Assim, ele pediu a Starmer que “facilite” o processo para sucedê-lo à frente do governo, agora que “está claro que ele não liderará o Partido Trabalhista” nas próximas eleições gerais, conforme indicou Streeting em uma carta divulgada nas redes sociais.

“Os deputados e sindicatos trabalhistas desejam que o debate sobre o futuro seja uma batalha de ideias, não de personalidades nem de lutas internas mesquinhas. Deve ser um debate amplo e com a melhor seleção possível de candidatos. Apoio essa abordagem e espero que o senhor a facilite”, afirmou.

“Servir como seu ministro da Saúde foi a maior alegria da minha vida e, apesar de nossas divergências nesta semana, continuo profundamente grato pela oportunidade de servi-lo e lamento imensamente deixar o governo desta forma”, afirmou, antes de expressar que “não há dúvida da impopularidade do governo, um fator determinante nas derrotas sofridas na Inglaterra, na Escócia e no País de Gales”.

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“Os bons militantes trabalhistas perderam sem terem culpa alguma. Há muitas razões que poderíamos apontar: desde erros individuais em matéria de política, como a decisão de cortar o auxílio para aquecimento no inverno, até a liberdade de expressão dos cidadãos, tudo isso fez com que o país não saiba quem somos e o que realmente representamos”, explicou.

Bons resultados para seu ministério – Streeting, que afirmou ter perdido a confiança no líder, destacou os bons resultados obtidos por seu ministério com ele à frente da pasta e disse ter “cumprido” sua missão.

“Os números confirmam que superamos nossa meta de redução dos tempos de espera, apesar das greves, e que as listas de espera diminuíram em 110 mil pessoas em março, a maior redução mensal desde 2008, sem contar com a pandemia do coronavírus”, esclareceu.

“Isso significa que estamos no caminho certo para alcançar a melhoria mais rápida nos tempos de espera na área da saúde da história. A única questão que importa no governo é se deixamos para nossos sucessores uma situação melhor do que aquela que herdamos. Os tempos de resposta das ambulâncias para infartos e AVCs são agora os mais rápidos dos últimos cinco anos”, destacou.

Por sua vez, o próprio Starmer garantiu que “enfrentará qualquer desafio de liderança que se apresentar”, conforme indicado por Downing Street. Assim, confirmaram que sua postura não mudou ao longo da semana e que ele continuará à frente do Executivo, apesar desta última renúncia, a quinta em seu gabinete desde o início da crise.

Europa Press

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