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terça-feira, janeiro 19, 2021

“Remember Enron”

Defensor da exclusão de negócios nas Américas de países suspeitos de corrupção, o governo Bush se viu obrigado a recuar de incluir esse item na Declaração de Nuevo Léon quando o Brasil exigiu condenação semelhante de empresas do setor privado.

Filme velho
Para quem enxerga no aumento da captação das empresas nacionais no exterior um sinal da vitalidade dos fundamentos macroeconômicos paloccianos, esta coluna adverte que este era o mesmo cenário dos anos de liquidez internacional durante o reinado de FH. Depois quando as torneiras foram fechadas e real teve de ser desvalorizado, a quimera dos anos de mel virou pesadelo, com empresas endividadas em dólar obrigadas a “reescalonar o fluxo de pagamentos de suas obrigações de caráter financeiro” devido à “deterioração do ambiente macroeconômico”.

Filme velho II
Beneficiária da lei que regulamentou a profissão de babalorixá, esta coluna consultou alguns oráculos que profetizam que, a ser mantida a desvalorização do dólar em relação ao real, em breve, bancos e outros players pesos-pesados devem engordar suas carteiras com a moeda norte-americana que, como diria o ministro Furlan, mais adiante sofrerá novo “impacto emocinanal”, fazendo a festa de quem comprou na baixa.

Cine Brasil
Até a próxima segunda-feira a TV Senado apresentará programas sobre as perspectivas da política audiovisual para o ano de 2004. O tema será abordado no Cidadania, apresentado pelo jornalista Beto Almeida, e que terá como convidados o secretário do Audiovisual, Orlando Senna, e o presidente do CBC, Geraldo Moraes. Estará em discussão, entre outros assuntos, a produção atual de cinema, a inserção internacional do cinema brasileiro, Ancinav e cota de tela.

Conta futura
O PFL, partido do prefeito César Maia, estranha o fato de só turistas norte-americanos serem identificados ao chegarem ao Brasil. O mesmo PFL não estranha, porém, o fato de que Maia – juntamente com o governo Rosinha Garotinho – determinou a distribuição de brindes no Rio de Janeiro somente a turistas dos Estados Unidos. Os pefelistas deveriam aproveitar e perguntar ao alcaide fluminense quanto vai custar esse agrado a ser pago com dinheiro do contribuinte carioca.

Ordinário
Segundo números do próprio setor hoteleiro brasileiro, o saldo da balança de turismo entre nosso país e os Estados Unidos é de pouco menos de US$ 200 milhões por ano. Em 2002, os norte-americanos vieram ao Brasil deixaram US$ 667 milhões aqui, enquanto no mesmo período, os turistas brasileiros gastaram US$ 478 milhões na terra de Bush. O superávit se restringe a US$ 189 milhões. Ou seja, é muito pouco para tanta subserviência da Prefeitura do Rio e de alguns empresários do setor de turismo.

Distância
Pelo menos até o segundo semestre do ano passado, a assessoria de uma das principais estrelas da bancada do PT no Senado admitia abertamente para jornalistas que este senador não gozava de muito prestígio junto ao Planalto. E acrescentava, em tom de desdém: “Mas o senador também não faz muita questão disso”. Em tempo, o parlamentar, ao menos por enquanto, continua no PT.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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