Remetente

O Bradesco é novamente escolhido o melhor na área de serviços bancários na Internet, em ranking elaborado pelo Centro de Excelência Bancária da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, em parceria com a IDG. Em segundo lugar o BBV, incorporado ontem pelo Bradesco. Em seguida aparecem Banco do Brasil, Banco1.net e Banco Real ABN Amro. Elogiado mundialmente, o segmento internauta dos bancos peca na hora de responder a uma simples mensagem enviada por correio eletrônico. Das seis mensagens encaminhadas a cada uma das instituições, houve uma média de 3,9 respostas, sendo que apenas 14 bancos – entre os 40 pesquisados – responderam três ou mais mensagens enviadas.

Vulnerável
Poucos são os bancos brasileiros que utilizam uma tecnologia sofisticada para detectar lavagem de dinheiro em suas operações, garante Eduardo Kfouri, presidente da ACI Wordwide, empresa multinacional de tecnologia especializada em transações financeiras eletrônicas. Ele fica num meio termo entre a opinião do governo – que vê falta de capacitação técnica – e a da Febraban – que afirma que o sistema financeiro nacional já se integrou aos esforços globais para prevenção e repressão do crime de lavagem de dinheiro. “A maioria dispõe de tecnologias simples, que necessitam de alto envolvimento humano”, destaca Kfouri. Envolvimento humano em transações financeiras sempre foi precedente para falhas e corrupção. Michel Camdessus, ex-diretor gerente do Fundo Monetário Internacional, estima entre 2% e 5% do produto interno bruto mundial o volume global de lavagem de dinheiro – algo entre US$ 600 bilhões a US$ 1,5 trilhão.

Inflação dos baixinhos
A elite de 4,4 milhões de brasileiros que, conforme publicou esta coluna no último dia 31 de maio, gastou ano passado R$ 120 bilhões, ou 15% do PIB, apenas em produtos de grife, tem mais uma opção para jogar dinheiro no lixo: a Horta da Xuxa, nova grife que tomou de assalto os supermercados. Na noite da última quinta-feira, as etiquetas do Pão de Açúcar, filial Jardim Botânico, indicavam o preço de R$ 9,69 para 900g (meia dúzia) de tangerina “da Xuxa”. Na banca ao lado, a fruta sem grife, estava a R$ 0,49 o quilo. A aberração não pára aí. Dois “chuchus da Xuxa” (900 g) saíam pela bagatela de R$ 3,33, enquanto 350g da “ervilha da Xuxa”, com casca e tudo, custavam R$ 6,05!

Neopobres
A época dos salários de supermarajás dos executivos parece ter chegado ao fim. Segundo a mais recente edição da revista AméricaEconomia, nos EUA, executivos que embolsam US$ 100 milhões são cada vez raros e os salários retrocederam aos níveis de 1996. Teorizando sobre o assunto, caçadores de talentos, headhunters na língua do Tio Sam e do FMI, asseguram que a ordem agora é “gestão do talento”, o que levaria a um aperfeiçoamento do mercado de trabalho dos executivos, que se tornaria mais competitivo. As análises, porém, passam ao largo do rastro deixado na trilha dos escândalos em que se foram flagrados os CEOs a partir da falência da Enron.

Futuro
A multinacional inglesa Allied Domecq, da área de bebidas, prevê duplicar suas operações no Brasil nos próximos dois anos. A empresa encerra hoje, no Rio, a Convenção Anual da América Latina, região considerada pelo diretor mundial de Marketing, Kim Manley, como “o futuro do mundo”.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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