Renda básica e sobrevivência da banca

Cassinos financeiros, empobrecimento das pessoas, desigualdade e concentração.

Fatos e Comentários / 19:40 - 29 de jul de 2020

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A banca tem procurado, nestes últimos 30 anos, reduzir a ameaça demográfica com guerras e pestes, principalmente no continente mais populoso, a Ásia, e no mais desprotegido, a África. A afirmação forte é do administrador aposentado Pedro Augusto Pinho, arguto observador da geopolítica e feroz crítico do sistema financeiro internacional, a que chama simplesmente de “banca”.

O projeto neoliberal é um plano da banca, para transformar todos os ganhos em rendimentos financeiros, sejam: salários, alugueis, lucros da produção, impostos etc. E também promover a concentração de renda pelo uso especulativo deste dinheiro”, afirma. “Deste plano surgem duas nefastas consequências sociais: a redução dos empregos, porque o dinheiro não é investido na produção, mas em cassinos financeiros, e o continuado empobrecimento das pessoas, pela concentração das rendas.”

A população mundial chega a 7,798 bilhões de pessoas. Aplicando a mesma percentagem do Brasil, 80% destas serão maiores de 14 anos, ou seja, 6 bilhões e 238 milhões de pessoas devem procurar trabalho ou alguma fonte de renda. E, ainda com dados brasileiros, mais da metade, digamos 55% estarão sem qualquer receita para viver. É um exército de 3 bilhões ameaçando todo tipo de propriedade”, exclama Pinho.

As propostas de criação de renda mínima, como já ocorre na Europa e no Brasil (Bolsa Família), vão na direção de não mudar a diretriz rentista. “A banca deve ter concluído que é menos onerosa e mais útil esta despesa do que aumentar guerras e pesquisas em vírus.”

Portanto”, conclui o colaborador habitual do Monitor Mercantil, “a adesão do Governo Bolsonaro ao Renda Brasil não se trata de mudança de orientação, mas a continuidade da condução do país pelas finanças. O FMI nada mais é do que o coordenador e controlador das diretrizes do sistema financeiro pelo mundo”.

 

As uvas estão verdes

A Cemig SIM, braço de energia solar da distribuidora e geradora Cemig, está oferecendo minigeração e microgeração para o cliente ter sua própria central geradora a partir de fontes renováveis em suas dependências. “Esse sistema é ligado à rede da distribuidora responsável para que seja feita a compensação, possibilitando uma redução de até 95% no custo.”

O discurso comercial vai na contramão da pressão que as distribuidoras fazem sobre a Agência de Energia Elétrica (Aneel), que quer limitar a compensação da produção a mais feita pelo consumidor. Como a coluna falou anteriormente, as grandes do setor estão entrando no mercado.

 

Só cresce

Os EUA têm, atualmente, 2,8 milhões de animais domésticos com seguro-saúde, crescimento médio de prêmios de 22% ao ano nos últimos cinco anos.

 

Continência

Prefeitura de Araruama cogitou tornar a chamar Darcy Ribeiro a escola municipal cujo nome alterara para Sgt. PM Antônio Carlos Oliveira de Moura. Mas grandes pressões fizeram o espaço da escola ser dividido: uma municipal, homenageando o grande educador, e outra estadual militar.

 

Rápidas

A Escola de Prerrogativas da OAB RJ realiza o webinar “Prerrogativas da Advocacia Criminal”, 6 e 7 de agosto, das 10h às 16h, com a presença de mais de 20 especialistas. Entre os temas Lei Anticrime e Abuso de autoridade. O advogado Paulo Klein falará no último painel sobre a atuação da advocacia criminal e o cenário fake news, às 16h. Inscrições aqui  *** Aasp promove nesta sexta-feira, às 16h, o webinar “Nexo causal da responsabilidade civil na pandemia”. Inscrições aqui *** A ex-presidente do STF Ellen Gracie participará, nesta sexta-feira, às 16h, do webinar Papo com o IAB sobre “Atualidades em mediação”, pelo perfil @iabnacional *** Dois eventos científicos que ocorrerão por meios virtuais em setembro têm inscrições nesta sexta-feira (31): o “Seminário da Associação Nacional de História-Seção Rio de Janeiro (ANPUH-RJ)”; e o “III Seminário Estado, Trabalho, Educação e Desenvolvimento: Para onde vai a Educação?”. Detalhes aqui.

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