Renda básica injetará R$ 32 bi por mês na economia

Se valor fosse elevado para um salário mínimo, evitaria perda de 3,1% do PIB.

Conjuntura / 21:39 - 7 de abr de 2020

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A proposta aprovada no Congresso, de conceder uma renda emergencial de R$ 600, pode gerar 7,1 milhões de postos de trabalho e injetar R$ 32,6 bilhões mensais no PIB, o equivalente a 1,3%. Se a renda básica fosse elevada para um salário mínimo, seria capaz de manter R$ 76,5 bilhões do PIB por mês, além de gerar 16,7 milhões de postos de trabalho.

Este impacto se traduziria na prevenção da perda equivalente a 3,1% do PIB no ano de 2020 caso este programa se mantenha apenas num período de três meses, mostra levantamento realizado pelo Centro de Estudos do Novo Desenvolvimentismo (CND) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (FGV EAESP).

A proposta do estudo foi a de ampliar as discussões sobre a necessidade de se implementar a renda básica emergencial no Brasil, seus impactos na economia e nos empregos. Os pesquisadores Marco Brancher, Guilherme Magacho e Rafael Leão avaliaram os impactos econômicos do coronavírus e dos programas de renda básica emergencial (RBE).

O Governo Federal começou nesta terça-feira o cadastramento dos beneficiados pelo programa de renda mínima emergencial proposto e aprovado pelo Congresso Nacional. O cadastro é feito pela Caixa Econômica. A promessa é que os correntistas do banco receberão o primeiro pagamento nesta quinta-feira (9).

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