Renda menor, inflação e reajuste de contas estão entre motivos da inadimplência

Segundo pesquisa, 53% dos que têm conta em algum banco estão com mais da metade da renda comprometida com gastos fixos e créditos

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Carteira com cartões de crédito (Foto; Wilson Dias/ABr)
Carteira com cartões de crédito (Foto; Wilson Dias/ABr)

Segundo pesquisa encomendada pelo Google ao instituto de pesquisa Quantas, pressões financeiras – como a renda diminuindo (57%), a inflação/aumento dos preços (54%) e o reajuste de contas fixas (48%) – estão entre os principais motivos que levam à inadimplência, seguidas pelo parcelamento de contas no cartão (46%) e imprevistos de saúde (45%). Nas entrevistas, 48% dos entrevistados afirmam que, sem dívidas, não conseguem comprar o que precisam; 47% afirmam que com o salário que ganham, não tem como não se endividar, e 34% afirma que quando paga uma dívida, já entra em outra.

A maioria das pessoas (57%) afirmou que, quando compra parcelado, se preocupa apenas com a parcela e não com o valor total. A pesquisa mostra que 53% dos brasileiros que têm conta em algum banco estão com mais da metade da renda comprometida com gastos fixos e créditos.

Apesar do cenário complexo em relação ao endividamento, a maior parte (66%) dos brasileiros está otimista com sua situação financeira do futuro, e 88% dos inadimplentes dizem que têm expectativa de pagar suas dívidas nos próximos meses. A maior parte dos brasileiros afirma que quer quebrar o ciclo: a maioria (85%) das pessoas concorda que falta educação financeira e 68% afirmaram que estão tentando ensinar as pessoas que vivem na mesma casa a lidar com dinheiro e 62% declararam que estão aprendendo a se organizar financeiramente.

“Os brasileiros estão otimistas com o seu futuro e as instituições financeiras têm a oportunidade de conquistar a confiança destes consumidores, principalmente por meio da educação financeira”, afirma Gustavo Pena, head de negócios para o segmento de serviços financeiros do Google Brasil. “Dessa forma, bancos e outras instituições têm a oportunidade de se tornarem agentes da transformação da educação financeira, criando valor para seus clientes.”

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A pesquisa foi realizada em novembro de 2023 com 2.500 brasileiros com mais de 18 anos e bancarizados, das classes sociais A, B, C e D, por meio de questionários virtuais.

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