Renova Energia fecha negócio da Brasil PCH

A Renova Energia, em recuperação judicial, concluiu nesta quinta-feira a venda de sua posição majoritária na Brasil PCH, sociedade que reúne 13 usinas de pequeno porte, localizadas em Goiás, Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, com capacidade de geração de 291 MW´s. A Renova é listada no Nível 2 de Governança Corporativa da BM&FBovespa, sob o código RNEW11. A empresa atua em geração de energia por fontes renováveis com foco em parques eólicos, pequenas centrais hidrelétricas e projetos de energia solar.
A venda foi realizada para a BSB Energética e Eletroriver, acionistas minoritários da Brasil PCH, que exerceram o direito de preferência previsto no Acordo de Acionistas da Brasil PCH, em transação de R$ 1,1 bilhão.
A venda do ativo, segundo a empresa, permitiu a redução de cerca de R$ 740 milhões do endividamento do grupo. Os recursos da operação foram utilizados para liquidação antecipada de empréstimo DIP perante a Quadra Capital. Além da quitação do empréstimo na modalidade DIP, a Renova também cumpriu obrigações como quitação de credores concursais e extraconcursais.
“A operação reduziu expressivamente a dívida e reafirma o sucesso que estamos tendo na implementação do plano de recuperação judicial”, destaca Marcelo Milliet, CEO da Renova Energia. A liquidação da operação ocorre no momento em que a empresa se prepara para inaugurar a operação do Complexo Eólico de Alto Sertão III – Fase A.

Projeto importante

O Complexo Eólico de Alto Sertão III é o principal projeto da companhia, que conta com 155 torres de geração de energia, distribuídas em 26 projetos, em 6 municípios da Bahia (Caetité, Igaporã, Pindaí, Licínio de Almeida, Riacho de Santana e Guanambi).
Alto Sertão III – Fase A tem 4 subestações e 208 km de linhas de transmissão. Quando estiver em pleno funcionamento, terá capacidade de gerar 432,7 MW´s, energia suficiente para abastecer entre 900 mil e 1 milhão de residências, de acordo com o padrão Aneel.
O projeto, que será um dos 10 maiores parques de energia eólica da América Latina, começa a operar no mês que vem. Até dezembro, 40 unidades de geração estarão em operação. As 155 turbinas instaladas estarão em pleno funcionamento em abril de 2022. A rede irá operar conectada ao sistema de distribuição da Chesf.

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