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Apesar do otimismo do discurso oficial, a alta do dólar já se faz sentir no bolso do consumidor brasileiro. Até 14 de agosto, o preço de um modelo de notebook da marca Dell custava R$ 1,799 mil. No final de setembro, o mesmo computador já estava em R$ 1,999 mil. Ou seja, em pouco mais de um mês, um aumento de R$ 200, ou 11,1%. Pelo jeito, até o Natal, o mercado cinzento de computadores, que sofrera forte queda com a valorização do real em relação ao dólar e a redução de impostos, deve voltar a bombar.

Com mídia
Quem já o conhecia do Rio não estranhou, mas ao atribuir aos sem-terra a principal responsabilidade pelo desmatamento da Amazônia, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, justifica seu antigo apelido: Carlos Mídia. Sendo seu espaço na mídia diretamente proporcional à sintonia que mantém com a pauta e os interesses dos donos dos meios de comunicação.

IFRS
Desde que as barreiras do comércio internacional foram derrubadas, grande parte dos países passou a utilizar as normas IFRS, com intuito de apresentar informações financeiras “globalizadas” – apesar de não necessariamente realistas. Para fornecer uma visão mais abrangente e atualizada sobre os requisitos de apresentação e divulgação das normas financeiras internacionais, o Centro de Orientação Fiscal – Cenofisco acaba de lançar o livro IFRS – Manual de Contabilidade Internacional (416 páginas, R$ 81,90), escrito pelo contabilista João José dos Santos. Informações e compras: (11) 2126-9232 ou www.cenofisco.com.br

Falta de fé?
Há bem mais do que abissais divergências metodológicas na discrepância entre os resultados apurados por Ibope e Datafolha na última pesquisa de ambos sobre as intenções de votos para prefeito do Rio. A divergência de 11 pontos entre os números dos dois institutos para a diferença entre os candidatos Marcelo Crivela (PRB) e Fernando Gabeira (PV), embora chame por demais a atenção, está longe de ser a mais significativa. Mesmo considerando a “subida” de Gabeira o “fato novo” da sua apuração, o Datafolha, curiosa ou emblematicamente, não incluiu o candidato verde nas simulações de segundo turno. Seria falta de fé na própria pesquisa? Bom, no Ibope, Gabeira teve a pior performance (17%) , entre os quatro candidatos alvo de simulações de segundo turno – além dele, Eduardo Paes (PMDB), Crivela e Jandira Feghali (PCdoB) foram testados.

Dois pesos?
Outra questão chama a atenção no “fato novo” do Datafolha. A afirmação do presidente do instituto, Mauro Paulino, de que Gabeira já passou Jandira e está no “limite do empate técnico” com Crivela requer uma refundação da estatística. Segundo o Datafolha, a diferença de Gabeira para Jandira é de dois pontos percentuais – 15% e 13%, respectivamente. Já a distância de Crivella – a quem o instituto atribuiu 18% das intenções de voto – para o verde é de três pontos percentuais. Na matemática do Datafolha, dois seriam maior do que três?

Coerência, rapazes!
Já não se fazem neoliberais como até um ano atrás. Com o acirramento da crise financeira mundial, economistas, colunistas e que tais adotaram dois tipos de comportamento em manada: ou silêncio ensurdecedor ou a defesa, com a inocência dos cínicos, do que, até tão pouco tempo, satanizavam com energia.

Marcos de Oliveira e Sérgio Souto

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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