República Velha

“Estamos de volta aos tempos de Oswaldo Cruz, mas desta vez, sem ele!” desabafa um leitor desta coluna. “Com as viagens de avião”, continua, “é perfeitamente possível que algum passageiro devidamente inoculado pelo mosquito em sua região de origem chegue ao Rio e seja picado por um primo do mosquito original, que decerto o repassará para algum carioca desavisado, dando partida a uma reação em cadeia com enorme potencial de propagação. E os mata-mosquitos, inventados há quase um século, andam com o Ibope muito baixo.”
Lula, que copiou muitos erros de FH, não podia ficar para trás na área de saúde: se o Príncipe trouxe de volta às preocupações nacionais a dengue, o Companheiro apelou para a febre amarela.

História amazônica – 2
A barragem da PCH (hidrelétrica de pequeno porte) de Apertadinho, que vazou na quarta-feira passada, está sendo construída pelo Consórcio Vilhena, liderado pela Schahin Engenharia S/A. Também em Rondônia outra empreiteira, a Odebrecht, construiu 45km de diques na Usina de Samuel, no Rio Jamari, afluente do Madeira – onde a mesma empresa fará a hidrelétrica de Santo Antonio. Esta coluna relatou os problemas na barragem de Samuel – que obrigaram a Odebrecht a injetar milhares de metros cúbicos de concreto para impedir a fuga de água – em outubro do ano passado.

Não é por falta de aviso
Em junho de 2006, o especialista no setor elétrico Osvaldo Nobre escreve artigo aqui, nesta página 2 do MM (“Chega de sandices”), em que alertava que a falta de hidrelétricas poderia levar a novo apagão nos próximos três anos.

Classe econômica
Os jornalistas que fazem a cobertura dos negócios gerados no Fashion Business ficaram confinados em uma pequena sala de imprensa, com apenas cinco computadores e uma garrafa de café frio. Já os que assistem aos desfiles do Fashion Rio tiveram direito a uma sala de imprensa gigantesca, com mais de 30 laptops, telefones, fax, geladeiras, máquina de café, comida,  salgados, frutas, sucos, ar condicionado e uma bela vista para o mar.

Derrapagem
Fabricantes mundiais de motocicletas estão apavorados com as consequências para o setor da política de segurança do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB). Diante do número de assaltos em duas rodas, Cabral tentou proibir o carona nas motos. Isso significa que, se os bandidos passarem a assaltar em bandos, embora cada um na sua motocicleta, o governador vai proibir a circulação de qualquer veículo de duas rodas?

Marcos de Oliveira e Sérgio Souto

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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