Resistência à agenda neoliberal

Partidos de oposição pedem união na defesa da democracia, dos direitos e do país.

Política / 21:26 - 3 de mar de 2020

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Resistir à agenda neoliberal, de destruição dos direitos do povo e do Estado brasileiro é uma das seis recomendações contidas na nota conjunta dos partidos de oposição, divulgada nesta terça-feira, propondo “Unidade em defesa da democracia, dos direitos e do país”.

Ao justificar suas recomendações, os partidos chamam a atenção que “a situação política, econômica e social do país é cada dia mais grave. O presidente da República afronta sistematicamente a Constituição e a Democracia. Atua para desestabilizar as instituições, ao apoiar manifestações contra o Congresso e o STF e ao incitar ações políticas e ilegais nas polícias militares.”

Segundo a nota, a economia continua estagnada. “A política de austeridade voltada aos interesses do sistema financeiro drena recursos da sociedade. O real se desvaloriza, não há investimentos públicos nem privados, as projeções do PIB são minguantes.”

A vida do povo piora com os cortes nos programas de proteção social. Milhões aguardam na fila do Bolsa Família e da Previdência. Não há resposta eficaz para o desemprego. O trabalho é cada vez mais informal e precário. A fome voltou a atormentar as famílias”, acentua o documento.

Na nota conjunta assinada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Socialista Brasileiro (PSB), Partido Democrático Trabalhista (PDT), Partido Socialismo e Liberdade (Psol), Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Rede Sustentabilidade (Rede), Partido Verde PV) e Unidade Popular (UP), é ressaltado que “diante deste acúmulo de crises, que compromete o desenvolvimento do país, sacrifica a vida do povo e ameaça a própria democracia, os partidos políticos que assinam esta nota decidem:

1) Resistir à agenda neoliberal, de destruição dos direitos do povo e do estado brasileiro; 2) Definir uma pauta de atuação conjunta no Congresso Nacional em defesa do país; 3) Apoiar, incentivar e participar dos atos e manifestações dos movimentos sociais, sindicais e populares convocados para os dias 8 (Dia Internacional da Mulher), 14 (2 anos do assassinato de Marielle e Anderson) e 18 de março (Em Defesa da Educação do Serviço Publico); 4) Fortalecer o fórum permanente dos partidos de oposição para avaliar a conjuntura e definir ações e manifestações conjuntas; 5) Construir atos nacionais unificados em defesa dos direitos do povo, da democracia e da soberania, com todas as forças democráticas; 6) Construir uma política unificada de comunicação, fortalecendo a presença nas redes sociais.”

 

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