Ressentimento

No ano em que se comemoram os 50 anos da posse do presidente Juscelino Kubitschek, críticos das políticas econômicas desenvolvimentistas lembram em tom de resmungo que a construção de Brasília custou, em valores atualizados, R$ 150 bilhões. Ou seja, R$ 7 bilhões a menos do que os R$ 157 bilhões que o presidente Lula torrou com juros apenas em 2005. Além de obra física palpável, a construção Brasília resultou no incentivo à interiorização do desenvolvimento. Já os gastos com juros, apoiados pelos fiscalistas, tiveram como únicos beneficiários os bancos, cujos lucros que desfilaram nos balanços divulgados antes do Carnaval mostram a serviço de que agremiaçõe$ estão os jurados do Banco Central.

Lixão
Quase 60% das prefeituras ainda utilizam a disposição a céu aberto dos resíduos (lixões); 16,8% jogam o lixo em aterros controlados; os aterros sanitários representam 12,6%; os aterros de resíduos especiais 2,6%; e os vazadouros em áreas alagadas correspondem a 0,6%. As usinas de reciclagem totalizam 2,8%, as usinas de compostagem 3,9% e as de incineração, 1,8% das unidades de destinação final de resíduos. “Dos 5.507 municípios, 4.026, ou seja, 73,1%, tinham população até 20 mil habitantes. Nesses municípios, pequenos ou médios, 68,5 % dos resíduos gerados são vazados em lixões e em alagados, mostrando, portanto, que necessitam, mais do que as cidades maiores, de muito apoio neste setor”, assinala o presidente da Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (Assemae/Regional Sul), engenheiro Gilberto Cunha.

Pouco seletivo
Cerca de 94% da população urbana são atendidas com serviço de coleta domiciliar de lixo. Nas cidades, 8 milhões de pessoas ficam sem atendimento. De acordo com o engenheiro Gilberto Cunha, a coleta seletiva do lixo pode contribuir “de forma significativa para a redução da quantidade de resíduos a serem colocados em aterros sanitários”, mas é feita em menos de 10% dos municípios brasileiros de maneira formal.

Risco para a saúde
Os resíduos de serviços de saúde são recolhidos separadamente em apenas 63% dos municípios, “o que constitui um agravamento das possibilidades de contaminação ambiental e um risco permanente aos catadores nos lixões”, lamenta o presidente da Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (Assemae/Regional Sul). A entidade realiza de 15 a 18 de março, em Pelotas (RS), o Seminário Nacional sobre Resíduos Sólidos Urbanos. Informações pelo e-mail [email protected]

Prioridade invertida
O Conselho Político da Auditoria Cidadã da Dívida se reúne em Brasília no próximo dia 16, no Centro Cultural de Brasília. O Conselho vai reafirmar a crítica à opção do governo Lula por quitar a dívida com o FMI e emitir novos papéis no exterior em vez de priorizar o resgate de títulos da dívida pública interna que têm taxas de juros mais altas.

Medidas amargas
O achincalhe contra o contribuinte promovido por usineiros que especulam com o preço do álcool na alta e, na baixa, correm a pedir benesses ao governo, reafirma os riscos de deixar o país ao sabor da anarquia do mercado. Ou o governo Lula taxa pesadamente as exportações que excedam as necessidades de abastecimento interno ou, a exemplo do que aconteceu na ditadura militar, o Pró-Álcool voltará a ser o Pró-Usineiros.

Verdadeiras razões
A propósito do vendaval deflagrado pela publicação das charges do profeta Maomé, o jornalista Ignacio Ramonet, um dos mais respeitados intelectuais da Europa, observa que a liberdade de expressão na Europa, “pilar fundamental da democracia, hoje, não está ameaçada pelo Islã”: “Como se sabe, essa liberdade está em perigo por outras causas: a concentração midiática, o poder do [email protected]µâ*

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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