Restrição do Fed pode impulsionar a saída de capital dos países da AL

Sinalizou uma política monetária mais restritiva em meio às expectativas de inflações mais altas

A postura mais restritiva do Fed (banco central norte-americano) pode acelerar a saída de capital dos países da América Latina. O alerta é da equipe da XP Investimentos. “O Fed sinalizou uma política monetária mais restritiva em meio às expectativas de inflações mais altas. Em sua última reunião, o Fed acelerou o ritmo e elevou os juros em 0,5% para 1%. Nós acreditamos que o processo de aperto monetário nos Estados Unidos deva continuar. Projetamos a taxa de juros norte-americana chegando em 2,5% em 2022, o que tende a desacelerar a atividade econômica global”, prevê a XP. O relatório foi divulgado nesta segunda-feira.

De acordo com a XP, o mundo se tornou mais avesso ao risco, prejudicando as economias da América Latina. As expectativas de inflação e crescimento econômico pioraram consideravelmente no último mês. As condições financeiras mais apertadas e o aumento na aversão a risco ao redor do mundo tendem a retirada de capital de economias emergentes e a valorização o dólar. Nas últimas semanas, o Índice de Dólar (DXY) subiu consideravelmente em resposta à maior aversão a risco, e atingiu seu maior nível desde 2003. Consequentemente, no mês de abril, as moedas latino-americanas devolveram grande parte da valorização que vinha acumulando no ano.

“Mesmo assim, avaliamos que dentro das circunstâncias, as moedas latino-americano têm se mostrado relativamente resilientes aos choques globais, e nossos modelos continuam sugerindo que que as essas moedas seguem baratas. Se o Fed tiver que aumentar os juros além do esperado, o cenário se tornaria ainda mais desafiador para os ativos de economias emergentes”, alerta.

Inflação galopante

O relatório destaca que a inflação segue subindo na América Latina e no mundo, e continua muito acima de padrões históricos. Preços de alimentos continuam subindo e tiveram uma importante contribuição para a alta da inflação na região, principalmente no primeiro trimestre de 2022. No lado da energia, apresar de os custos terem estabilizado em padrões altos, medidas de estabilização de preço têm ajudado a diminuir o impacto inflacionário. “No entanto, os índices de difusão indicam que a alta na inflação é generalizada, mostrando poucos sinais de alívio no curto prazo. Devido às várias surpresas negativas, nossas expectativas de inflação para o fim de 2022 aumentaram muito desde o final do ano passado”, destacou.

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