Restrições na China e variante Delta assustam mercados

Consumidor brasileiro tem aumento da confiança.

Os mercados europeus fecharam majoritariamente em alta na sexta-feira, continuando o otimismo de quinta, advindo do apoio sinalizado pelo Banco Central Europeu (BCE). Os bons números coorporativos fizeram com que importantes companhias tivessem altas consideráveis. Londres teve alta de 0,85%. Frankfurt subiu 1,00%. Paris teve elevação de 1,35%. Milão se valorizou em 1,29%. Na Península Ibérica, Madri e Lisboa tiveram ganhos de 1,11% e 1,21%, respectivamente.

Em Wall Street, os principais índices também tiveram alta, chegando em suas máximas. A exemplo do que ocorreu na Europa, os mercados tiveram influência positiva dos resultados corporativos e dos anúncios da autoridade monetária em relação ao suporte à economia do país. O Dow Jones teve alta de 0,68%. O S&P 500 teve alta de 1,01% e o Nasdaq avançou 1,04%.

No Brasil, o Ibovespa teve queda de 0,87%, após 125.053, mostrando descolamento dos índices globais, com investidores saindo do mercado brasileiro devido aos sinais de possibilidade de disseminação da variante Delta da Covid-19.

Hoje, na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em queda nesta madrugada, após o governo da China intervir nos setores de educação, imobiliário e de tecnologia, como informado ainda no sábado, gerando vendas no pregão desta segunda-feira. Na China, o SSEC perdeu 2,34% e o CSI3000 teve queda de 3,22%. O Hang Seng e o Taiex perderam 4,13% e 0,91%, respectivamente. O índice australiano fechou estável. Taiwan caiu 0,91% e Tóquio, ao contrário dos seus pares, subiu 1,04%.

Na Europa, os mercados abrem sem direção única, com a maioria em queda, influenciada pelo pelos ruídos na China, pelo avanço da Covid-19 no continente e pela perspectiva de queda nos preços petróleo.

Quanto aos indicadores de atividade econômica, destacam-se os indicadores Ifo de expectativa para julho na Alemanha, todos ficando aquém das expectativas.

Nos EUA, os futuros dos principais índices operam em queda, devido aos receios em torno das intervenções na China e da maior alta de infecções pela Covid-19 em três meses. Quanto aos indicadores a serem divulgados hoje, destacam-se as vendas de novas casas:

No Brasil, o mini-índice abre em leve alta, mesmo com os temores do avanço da Covid-19 e da intervenção chinesa em seus respectivos mercados. Pelo lado positivo, destaca-se a divulgação mais intensa de números corporativos nesta semana, que tendem a apresentar bons resultados.

Como ocorre toda segunda-feira, o Banco Central divulgou o Relatório Focus. O documento apresentou nova projeção de crescimento para o PIB de 2021, podendo crescer 5,29%. O IPCA tem perspectiva de alta de 6,56%. A Selic foi elevada para 7%. Os indicadores fiscais evidenciam melhora, com a dívida líquida do setor público em percentual do PIB saindo de 61,55% para 61,50%. O resultado primário e o nominal tiveram alta para -2,00% e -6,40%, respectivamente.

O índice de confiança do consumidor da FGV registrou mais uma alta, saindo de 80,9 pontos em junho para 82,2 em julho, sendo positivamente influenciado pelo avanço da vacinação.

O mercado ficará atento ao avanço da Covid-19, à divulgação de balanços e aos IPOs.

O BC fará a oferta de até 15 mil contratos de swap a partir das 11h30.

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Matheus Jaconeli

Economista da Nova Futura Investimentos

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