Resultado do Dia dos Namorados confirma recuperação dos shoppings

Levantamento revela alta de 134,4% nas vendas da data comemorativa.

De acordo com o Índice Cielo de Varejo Ampliado (ICVA), na semana do Dia dos Namorados (6 a 12 de junho), o setor registrou vendas de R$ 3,5 bilhões, aumento de 134,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Importante lembrar que na mesma data comemorativa de 2020 aproximadamente 30% dos shoppings estavam fechados em cumprimento a decretos municipais e estaduais por conta da pandemia de Covid-19. O resultado positivo deste ano representou uma injeção de R$ 2 bilhões na economia em relação à data comemorativa de 2020.

“O setor de shopping já provou sua resiliência e segue em recuperação gradual. No entanto, para que isso se confirme, não podem haver novos fechamentos. Além disso, é importante que os empreendimentos voltem a funcionar sem restrições de dias e horários. Na comparação com 2019, as vendas do Dia dos Namorados de 2021 ficaram 10% abaixo do registrado naquele ano. Em termos reais (descontada a inflação), houve queda de 21% e um volume de vendas R$ 736,8 milhões inferior ao observado há dois anos.

No período de vendas do Dia dos Namorados, os shopping centers registraram ticket médio de R$ 203, o que representou alta de 3,6% em relação ao ano passado. O levantamento da Abrasce também apurou o ticket médio das lojas de rua: R$ 89, um crescimento de 45,9% frente ao ano anterior. O setor conta com 601 shopping centers no país, mas devido a decretos municipais e estaduais boa parte dos empreendimentos ainda funciona com restrições de horários.

O Índice IFecap, indicador da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap) que mede as expectativas do empresário do comércio do Estado de São Paulo, registrou alta de 8,76% para o mês de junho, em comparação com o mês anterior, maio de 2021. O Dia dos Namorados e a liberação dos saques do auxílio emergencial foram os responsáveis por impactar o movimento do comércio varejista paulista.

O Índice Geral registrou 121,95 pontos, na série sem ajuste sazonal. Em relação ao mesmo período do ano passado, o Índice Geral se encontra 37,32% acima do registrado naquele mês – entretanto, ressalta-se que naquele período, o comércio paulista estava vivenciando uma reabertura gradual das atividades, após fortes restrições iniciadas em abril de 2020, por conta da pandemia. O Índice Momento Atual apresentou alta de 12,7%, na comparação com o mês anterior, registrando 113,65 pontos. O indicador conserva o patamar acima dos 100 pontos, o que indica otimismo. O resultado foi influenciado pelas vendas e encomendas, 19,07% e 9,65% acima do verificado em maio de 2021, respectivamente.

A situação geral dos negócios (+9,88%), também melhorou quando comparado com o mês anterior. Dados Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP) apontavam para uma melhora nas vendas, influenciadas pelo Dia dos namorados e manutenção, em todo o estado de São Paulo, da fase de transição. Atualmente, o Plano SP permite o atendimento presencial entre 6h e 21h, para as atividades comerciais, bem como para o funcionamento de serviços gerais, como restaurantes e similares, atividades culturais, academias de esporte e salão de beleza e barbearia. É previsto que a fase se estenda até 15 de julho.

Os resultados do Índice Futuro, que registra as expectativas para os próximos três meses, apresentou alta, na comparação com o mês anterior (+4,13%), registrando 134,41 pontos. Os resultados do Índice Futuro se devem as expectativas de vendas para os próximos três meses, com alta de 4,42% (138,50 pontos), quando comparamos com o mês anterior. As expectativas de encomendas futuras tiveram uma alta de 3,82% (quando comparado com maio de 2021), alçando 130,31 pontos.

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