Retorno

O professor Carlos Lessa recebe hoje a medalha Minerva, condecoração máxima da UFRJ. Lessa era reitor da universidade até janeiro de 2002, quando se desligou para assumir a presidência do BNDES. Lessa, que à frente do banco contrariou interesses do setor financeiro, foi substituído na semana passada por Guido Mantega, afinado com a equipe econômica pró-mercado. A homenagem ao ex-reitor será às 19h, no Fórum de Ciência e Cultura da universidade, no campus da Praia Vermelha, Urca (Zona Sul).

Submissão eterna
Embora o acordo com o FMI termine, oficialmente, em março próximo e o cumprimento de metas em dezembro, o secretário do Tesouro, Joaquim Levy, insiste na necessidade do aval do fundo para excluir os investimentos em infra-estrutura do cálculo do superávit primário (economia para pagar juros), hoje, oficialmente, em 4,5% do produto interno bruto (PIB). Segundo Levy, não se trata de um pedido de permissão, mas de “estabelecer os melhores procedimentos”, sem “nada a ver com o atual programa do fundo”. Algo como a continuidade do papo entre o carrasco e o condenado à forca depois que a sentença, oficialmente, foi suspensa.

Fama
Pesquisadores renomados têm muito mais facilidade para conseguir patrocínio para pesquisas científicas do que pessoas que ainda não têm popularidade no meio. A afirmação foi feita pelo coordenador do Instituto de Ciências Oncológicas do Hospital Vera Cruz, de Belo Horizonte, o oncologista André Murad, no 3º Congresso Franco Brasileiro de Oncologia, realizado no Rio de Janeiro. “Muitas vezes, os estudos do pesquisador pouco conhecido podem ser mais interessantes do que do pesquisador famoso. Mas quem vai conseguir a verba é o nome do coordenador do estudo”, destacou.
O mesmo se aplica à instituição; se for uma unidade pequena, pouco conhecida, mesmo uma estatal vai pensar duas vezes na hora de liberar o patrocínio. Com isso, as pesquisas de ponta ficam concentradas nos laboratórios dos grandes centros de pesquisa das principais universidades do país, que, em sua maioria, estão localizadas no eixo centro-sul do país. “Outras universidades de igual valor ficam impossibilitadas de produzir pela mais absoluta falta de recursos”, opinou Murad.

Monges virtuais
Boatos sobre um vírus chamado “A Bíblia dos Monges”, que circulam na Internet na Europa e Estados Unidos, agora chegam ao Brasil. É um daqueles e-mails que afirmam que um “vírus poderosíssimo” pode “apagar todos os arquivos de computador”. As recomendações também são conhecidas: não abrir o e-mail e enviar a mensagem a “todos os seus contatos” – isto, sim, uma verdadeira ameaça à Internet, por gerar tráfego extra à toa. Denny Roger, diretor da Batori Software & Security, afirma que mensagens com anexos são sempre potencialmente perigosas. “Não há motivo para se preocupar com esse “vírus” em especial (já que ele não existe) ou, de modo geral, com textos que peçam para ser enviados de forma maciça. Quase sempre, as informações são falsas”.

Santo de casa
Mais do que diferenças de concepção estratégica, boa parte da defasagem entre o crescimento do Estado do Rio de Janeiro e da média nacional se deve à reedição do modelo exportador apregoado pela ditadura nos tempos em que Delfim Netto era o Henrique Meirelles da equipe econômica. Essa opção faz com que, apesar de ter um mercado interno potencial de 180 milhões de pessoas, o Brasil exporte 25% de sua produção. No Rio, as vendas externas são o destino de 15% da produção. Como o Brasil petista vive de agronegócios e exportação, a diferença entre os dois percentuais se reflete no crescimento do Rio, inferior à média nacional.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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