Revoada

“Pelo que eu sei, essa notícia foi espalhada pelo comitê central do José Serra (candidato do PSDB). Parece que tem lá um matemático desses malucos, que extraiu a raiz quadrada dos votos e o seno dos votos do Lula, e chegou à conclusão de que, com o menor desvio, o Lula ganha em primeiro turno.” A afirmação é do deputado Delfim Netto (PPB-SP), que não dispensou a costumeria ironia: “Isso pôs a tucanada toda espavorida a voar de um lado para o outro. E o mercado responde a isso com a mesma vibração. O mercado não pode ver tucano voar…”

Brasil potiguar
A expedição de Pedro Álvares Cabral não chegou ao Brasil pelo litoral da Bahia e sim pelo litoral do Rio Grande do Norte, na praia de Touros. Em vez do Monte Pascoal, o navegador viu, em abril de 1500, o Pico do Cabugi. Essa é a tese defendida pelo professor, pesquisador e escritor potiguar Lenine Pinto, que estará na UniverCidade, no Rio de Janeiro, no dia 30 de setembro, às 19h, para proferir a palestra “A outra História do Brasil”.
Lenine, baseado em documentos e relatos que contestam a história oficial, garante que o Brasil foi descoberto em 1341, ou seja, 159 anos antes da data oficial, pelo navegador Sancho Brandão. O historiador sustenta a tese de terem os ingleses editado em 1424 uma carta náutica, classificada como segredo de estado e baseada em informações que o rei Dom Afonso IV, o Bravo, passara ao Papa Clemente VI, em 1343. A terra descoberta por Brandão seria “habitada por homens nus e opulenta em árvores de tinta vermelha” a que deu o nome de Insula do Braxil ou Brandam. Esta longa pesquisa resultou no livro Reinvenção do Descobrimento do Brasil, publicado em 1998, que será relançado no Foyer do Teatro UniverCidade (Rua Humaitá, 275).

Tesoura
A Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) excluiu do seu programa de Auxílio à Editoração (APQ 3) as dissertações de mestrado. Com essa decisão, os mestres das instituições do estado perdem seu principal e, não poucas vezes, único instrumento de financiamento para publicar as dissertações que produziram. Sem explicar se a decisão se deve a corte de verbas, a Faperj passou a restringir o APQ3 a publicações de doutores com vínculo empregatício permanente ou detentores de bolsa de pesquisador em instituição de ensino e pesquisa sediada no estado.

Indústria
Esta coluna recebeu carta de Altair Thury, assessor de Comunicação Social da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), a respeito da nota “Masoquismo”, publicada na edição do último final de semana. Thurry ressalta que a nota é perfeita no que diz respeito ao que estudo feito pela Firjan revela, “mas dá margem a um entendimento incorreto do leitor quando o redator faz uma ilação indevida dos resultados do estudo”. Ele se refere ao comentário de que, apesar do diagnóstico negativo do desempenho da economia no tucanato, a maioria dos diretores da Firjan apóia em peso o candidato tucano à presidente da República, José Serra. “A frase é gratuita e não é, absolutamente, a expressão da verdade. A Firjan, por determinação de seu Conselho de Representantes, é neutra e apartidária em relação às eleições”, ressalta o assessor de Comunicação.
Esta coluna aceita a crítica devido à má construção da frase, que poderia dar margem a interpretações equivocadas sobre posicionamento da entidade; quando se escreveu “a maioria dos diretores” a intenção era falar das pessoas físicas e não da diretoria da Firjan. Para não sobrarem mal entendidos: o que é difícil de entender é que, apesar do desastre que a era FH representou para a indústria brasileira, empresários – incluindo alguns líderes do setor – insistam na manutenção dos atuais governantes. Isto se repete em São Paulo, Rio, Minas etc.; também em outros setores, como comércio e até nos grandes meios de comunicação, muitos dos quais em estado pré-falimentar, mas que não se furtam de fazer campanha, nem um pouco velada, pró-Serra.

Rolo
As últimas denúncias contra o candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, podem não ter puxado em definitivo a ponta do barbante de Serra, mas mostraram que o tucano está muito enrolado.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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