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sexta-feira, janeiro 22, 2021

Revolta

Os aposentados do Banerj se concentrarão hoje, a partir de 15h, em frente ao Palácio Guanabara para cobrar do governador Anthony Garotinho a implementação da Lei 2997, que regulariza os incentivos à aposentadoria, suspensos durante a gestão do Bozano, Simonsen no Banerj. No final do ano passado, foi publicado no Diário Oficial o despacho assinado pelo governador, informando que os aposentados com direito aos incentivos começariam a receber em janeiro. O Sindicato dos Bancários do Rio garante que não só o pagamento não foi feito, como sequer os contratos foram enviados aos beneficiados. O sindicato diz ainda que Garotinho também não pagou os incentivos atrasados. Segundo a entidade, o secretário de Administração, Hugo Leal, teria instruído a Procuradoria Geral do Estado e o Rioprevidência a incluir nos contratos cláusula em que os aposentados renunciam ao direito de receber os valores atrasados.

Última esperança
Com o fim do recesso da Câmara Municipal, na próxima semana, o presidente em exercício da  Comissão de Orçamento e Finanças da casa, vereador Edson Santos (PT), anuncia que a bancada do PT retomará a mobilização para derrubar o veto do prefeito Luiz Paulo à emenda que impede aumentos abusivos do IPTU. Fruto de  acordo, no fim do ano passado, de vereadores de todos os partidos, inclusive governistas, a emenda foi vetada por Conde. Segundo Santos, a líder do Governo, Rosa Fernandes (PFL), prometeu manter o compromisso de derrubar o veto, o que beneficiaria 17% dos contribuintes que tiveram aumentos em  seus carnês. A possibilidade de reduzir o valor de imposto votado em ano anterior, porém, divide opiniões dos juristas.

Parceria
Fazer um 21 vai dar milhas no Programa Smiles da Varig. O acordo será anunciado hoje pelas duas empresas. Nas ligações DDD e DDI via Embratel o cliente frequente da empresa aérea vai acumular milhas, de forma semelhante ao programa anunciado há poucas semanas pela Varig e Petrobras.

Fora do trilho
O transporte ferroviário no Estado de São Paulo e no Triângulo Mineiro pode ser paralisado se os ferroviários da Ferrovias Bandeirantes S/A (Ferroban) não aprovarem, em assembléia hoje, a proposta da empresa para o acordo coletivo de trabalho e cumprirem a ameaça de greve. A Ferroban, que adquiriu a extinta Fepasa em novembro de 1998, transporta diariamente 32 mil toneladas em cargas de açúcar, adubo, álcool, grãos minério e outros. A empresa não aceitou a reivindicação da categoria, que pede reajuste salarial de 13,27% (7,88% referentes à reposição da inflação, de acordo com o Dieese, e 5% de aumento real) e oferece zero de aumento. Só aceita pagar um abono de R$ 700,00, em duas parcelas. Além disso, os ferroviários também reclamam do fim de vários benefícios e da ausência de negociação em torno de seguro coletivo, auxílio refeição e outros itens.

Interno
FH radicalizou: passou quase todo o dia de ontem em “despachos internos” (como insiste a agenda oficial) e só recebeu o ministro de Ciência e Tecnologia, Ronaldo Sardenberg, às 17h30.

Fobia
Da Inglaterra vem mais uma demonstração da incompatibilização absoluta entre neoliberalismo e vida real. Por conta da informação de que os salários tiveram aumento de 5,5% no último trimestre do ano passado, o Banco Central local já prepara novo ataque ao setor produtivo, elevando as taxas de juros, que já constam entre as mais elevadas da Europa.

Discurso vazio
Na mensagem de abertura do ano legislativo, FH garantiu que seu Governo aumentará o gasto na área social. Ao mesmo tempo, fez elogio à aprovação, durante a convocação extraordinária do Congresso, do projeto de desvinculação orçamentária. O objetivo do projeto é exatamente possibilitar ao Governo retirar verbas destinadas preferencialmente à saúde e educação, sobrando mais dinheiro para pagar os elevados juros da dívida.

Saudade
A Telemar vai de mal a pior. Depois de atormentar a vida dos cariocas por todas as causas possíveis e imagináveis, a empresa criou nova modalidade de problema: o não atendimento do serviço de informações, o famoso “102”. Ontem, por cerca de uma hora, quem quisesse algum tipo de informação ouviria que “o sistema está fora do ar”. Contatada, a assessoria da Telemar esclareceu que a espera não era tão longa: levava “apenas” 40 minutos. Não por acaso, cresce o número de adeptos do movimento “Volta Telerj – eu era feliz e não sabia”.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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