Ri por último…

Rindo à toa estão os ex-funcionários da Panair, empresa aérea que foi ao chão durante o governo militar. Corporativistas mesmo após o fechamento da companhia, o motivo da alegria é a turbulência na Varig, que chegou ao posto de maior empresa aérea do Brasil – segundo os antigos empregados da Panair – recebendo graciosamente concessões de vôos perdidas por esta companhia após alteração da Lei de Falências. Por ironia do destino, a Varig recorre agora à nova Lei de Falências – igualmente modificada, desta vez para permitir a inclusão de empresas aéreas – para se manter no ar.

Razõe$
Com a experiência do convívio com PC Farias, Sérgio Motta e Delúbio Soares, o deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) atacou a proposta de financiamento público, recorrendo a argumento dramático: “Não quero tirar o prato de comida do pobre.” Apesar da compaixão pelos brasileiros mais sofridos, Jefferson se sentiu à vontade para defender incentivos fiscais para o financiamento privado para campanhas eleitorais. Em outras palavras, o governo ofereceria renúncia fiscal àqueles que quisessem financiar parlamentares, seja por benemerência, ou para a defesa aberta dos seus interesse$.
Além da incoerência bizarra, a proposta desconsidera o custo/benefício, para se usar a linguagem de bastidores de políticos e lobistas. Ao fornecer incentivo fiscal para setores interessados em “investir” em parlamentares compromissados em apoiar uma política econômica que apenas este ano vai destinar R$ 155 bilhões para pagar juros, ao mesmo tempo em que se mantém em estado de calamidade educação, saúde, segurança, infra-estrutura etc., o “custo Brasil” é muito mais oneroso do que os cerca de R$ 800 milhões estimados para o financiamento público de campanha.

Hierarquia
Num misto de galhofa e seriedade, um jurista amigo da coluna oferece um conselho para deputados acusados de receber mensalão para aprovar projetos de interesse do governo, caso as denúncias sejam comprovadas: pedir ir para ser julgado no Juizado de Pequenas Causas. O jurista argumenta que de, diante dos R$ 155 milhões que o presidente Lula vai pagar este ano de mensalão aos bancos e a rentistas, sob a capa de superávit primário, R$ 30 mil por mês é esmola.
Mas adverte para a possibilidade de enquadramento na lei de crimes hediondos, por cumplicidade, via voto, com a política econômica, responsável por uma das maiores tragédias da história nacional, da qual o desemprego e subemprego de cerca de 30% da população economicamente ativa são a face mais visível.

Força financeira
O Ibmec São Paulo concluiu que 92% dos alunos graduados em Administração em 2004 estão trabalhando, dos quais 46% na função de analista e 26% na de trainee. Já entre os formados em Economia no mesmo período, 50% estão inseridos no mercado de trabalho, enquanto 33% continuam estudando. Dos que estão na ativa, metade atua como analista e 25% como assistente. O setor financeiro continua absorvendo o maior número de profissionais nas duas áreas: 29% dos formados no curso de Administração e 30% no de Economia.

Milhões da China
Programas de incentivos do governo fluminense e o potencial da economia do Rio vão ser apresentados nesta sexta-feira pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Maurício Chacur, à delegação da província chinesa de Chongqing. A cidade é a mais populosa do mundo, com mais de 32 milhões de habitantes. Com o objetivo de interiorizar o desenvolvimento no país, o governo chinês determinou que Chongqing fosse a quarta cidade do país ligada diretamente ao Comitê Central do Partido Comunista Chinês.

Prevenção
Trinta minutos de exercícios físicos, três vezes por semana, podem diminuir em até 50% a probabilidade de desenvolver o mal de Alzheimer, doença que atinge 16 milhões de pessoas no mundo. O neurologista e psiquiatra Jefrrey Cummings, professor da Universidade da Califórnia, citado pela Agência Notisa, afirma que os primeiros sintomas visíveis surgem a partir dos 75 anos, mas existem relatos de pacientes que apresentam a doença aos 35 anos.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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