“Riauí”

“Com relação às políticas de transferências de renda, o Rio parece o Piauí: um quarto da renda das famílias provêm de políticas públicas, entre as quais se destacam o Bolsa Família e os benefícios da Previdência Social”. A comparação é do presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, que esteve no Rio nesta terça-feira para apresentar estudo da instituição sobre a sócio-economia fluminense.

Farsa&constrangimento
A tentativa do candidato da direita venezuelana, Henrique Capriles Radonski, de se apresentar como uma versão local do ex-presidente Lula embute um engodo e um incômodo. Com DNA fortemente golpista, os conservadores reunidos em torno de Radonski, muitos dos quais protagonistas do golpe de abril de 2002, mostram que, para alimentarem esperanças de sucesso no embate com o presidente Hugo Chávez, precisam simular adesão a programas sociais contra os quais, há até pouco tempo, mostravam sua ojeriza. O constrangimento cabe a Lula e aos petistas, cujo modelo pode servir de roupagem, ainda que meramente eleitoral, para uma das elites mais reacionárias da região.

Nota zero
Depois de conviver com o simulacro de ensino sob aprovação automática do então prefeito Cesar Maia, a Educação do Rio de Janeiro está sob nova ameaça, principalmente, para os alunos das parcelas mais carentes. A Secretaria municipal de Educação decidiu diminuir a carga horária dos professores na escola em que estão lotados. Embora os salários não sejam reduzidos, os profissionais precisam complementar a carga horária, que pode variar de 16 horas a 40 horas, em outras unidades. Em alguns casos, educadores teriam de estar presentes em cinco escolas.
Diante da revolta provocada, a Secretaria ofereceu um plano B, que parece ser sua intenção original: permitir que os professores complementem a carga horária no próprio estabelecimento, dando aulas de outras disciplinas. Assim, um professor de 40 horas de Educação Física, por exemplo, cuja carga horária inicial seja de 20 horas, poderá completar o restante ministrando classes de geografia, física, matemática…

Alvos
Após o segundo assassinato de jornalista este ano no Brasil, a Associação Nacional de Jornais (ANJ) lembrou que a impunidade “é o maior incentivo para que crimes como esses continuem ocorrendo, sejam eles motivados ou não pelas atividades jornalísticas das vítimas”. A entidade assinala que 2011 registrou alarmante aumento no número de jornalistas executados. A segunda vítima de 2012 foi o jornalista Paulo Roberto Cardoso Rodrigues, crime ocorrido em Ponta Porã, Mato Grosso do Sul. O primeiro foi o blogueiro Mário Randolpho Marques Lopes, no Rio de Janeiro.

Eldorado alemão
A Câmara Brasil-Alemanha do Rio de Janeiro (AHK-Rio) comemora nesta quarta-feira 95 anos. Durante este período, a entidade vê crescente interesse do empresariado alemão no Brasil, especialmente com o Estado do Rio. No ano passado, mais de 700 empresários e autoridades alemãs estiveram no estado integrando 15 delegações (o dobro de 2010).
Segundo o presidente da AHK-Rio, Guilherme Stussi Neves, “o interesse dos alemães pelo estado aumentou bastante com as oportunidades de negócios gerados pelo pré-sal e pelos dois mega eventos esportivos – a Copa do Mundo e as Olimpíadas. A AHK-Rio tem recebido diariamente consultas de empresas alemãs interessadas em se instalar no Rio e fazer negócios em parceria com empresas brasileiras, especialmente nas áreas de petróleo e gás, indústria naval, portos, aeroportos, ferrovias, rodovias e nas obras de infra-estrutura e organização de grandes eventos esportivos. Com isso as empresas alemãs estimam investir 2.855 bilhões de euros até 2030 no país”, diz Stussi Neves.

Cavalo de Tróia
Poucos dias depois de o interventor que ocupa a cadeira de primeiro-ministro da Grécia, Lucas Papademos, bravatear que os caos tomaria conta do país se o Parlamento local não se submetesse à exigência dos credores por novas medidas recessivas, o IBGE grego informou que, no último trimestre, a economia tombou em 7% em relação aos três meses anteriores. E Papademos continua a não enxergar o caos.

A fila anda
Quem será o novo presidente da Eletros, fundo de pensão dos funcionários do setor elétrico, em substituição a Marco Aurélio Orrego?

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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