Rico Matinal - Voltando do feriado cheio de expectativas

Opinião do Analista / 10:33 - 16 de nov de 2016

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Bom dia. Os principais mercados europeus e os índices futuros das Bolsas nos EUA operam em leve baixa nesta manhã. No Brasil, índice futuro abre em alta de 1,0% e o dólar recua 0,5%, cotado a R$ 3,446. AGENDA DO DIA: Vale acompanhar dados de estoques de petróleo e da produção industrial nos EUA. CORPORATIVAS: Embraer (EMBR3): A companhia anunciou ter assinado contrato com a United Airlines para a venda de 24 jatos E175. "Esta encomenda representa uma transferência de 24 jatos E175 previamente alocados para a Republic Airways Holdings (Republic), atualmente na carteira de pedidos da Embraer, que agora serão cancelados", diz a empresa em nota. Os aviões devem ser entregues à United Airlines em 2017. O contrato tem um valor total de US$ 1,08 bilhão, a preço de lista. "Este movimento estará refletido nos resultados da Embraer do quarto trimestre de 2016 e não terá impacto incremental na atual carteira de pedidos da empresa", acrescenta a Embraer. Positivo. Gol (GOLL4): A companhia anotou em outubro queda da oferta no mercado doméstico de 3,2% ante igual mês de 2015. Já no acumulado dos 10 meses do ano, a capacidade caiu 5,4% na comparação com o mesmo intervalo de 2015. A demanda doméstica registrou queda de 3,5% em outubro, ainda na relação anual. De janeiro a outubro a retração da demanda foi de 6,3%. A taxa de ocupação também apresentou recuo na relação anual, indo a 75,9%, queda de 0,2 ponto porcentual. No acumulado do ao até outubro a taxa de ocupação foi a 77,7%, recuo de 0,7 ponto porcentual ante o observado no mesmo período do ano passado. Já no mercado internacional, a oferta no mês de outubro caiu 18,3% e a demanda recuou 11,4% em relação ao mesmo mês de 2015. O número de passageiros transportados no sistema total teve uma retração de 17,5% em outubro ante outubro do ano passado. OK... BM&F Bovespa (BVMF3): A companhia anunciou ao longo dos últimos dias uma estrutura financeira para fortalecer seu caixa que deixará a companhia preparada para honrar com seus pagamentos no âmbito da fusão com a Cetip, que acontecerá tão logo a transação obtenha os avais necessários por parte dos reguladores. Além de anunciar uma emissão de debêntures de R$ 3 bilhões no final da semana passada, a Bolsa informou que já está em tratativas com instituições financeiras para a contratação de um empréstimo de até US$ 125 milhões, que terá um prazo de até um ano. Já a análise do ato de concentração da fusão da Cetip e BM&F Bovespa está há 141 dias no Cade. A análise já foi, inclusive, considerada complexa pelo órgão antitruste, o que, segundo a Bolsa, era algo "esperado e absolutamente normal" dadas as características da operação. A análise poderá consumir o prazo total de 240 dias, sem considerar possível prorrogação, de mais 90 dias. As companhias precisam ainda do aval da CVM e do Banco Central para iniciarem a integração das companhias. De olho... acompanhando... Ultrapar (UGPA3): Na coluna da jornalista Sonia Racy: O Grupo Ultra está muito próximo de comprar a Liquigás, pertencente à Petrobras. Dúvida cruel: terá problemas com o Cade por causa de concentração de mercado? Se tiver, a estatal do petróleo estará resguardada. Todos interessados em comprar a empresa de gás assinaram um termo de "break-up fee", segundo coluna Direto da Fonte. O que é isso? Trata-se de uma multa caso o comprador tenha que voltar atrás. De olho... PDG (PDGR3): A companhia informou, em nota à imprensa, que os auditores independentes da KPMG se abstiveram de emitir uma conclusão sobre o "pressuposto de continuidade operacional" da incorporadora. Ou seja, a auditoria não atesta que a companhia tem condições de continuar atuando no mercado imobiliário. O motivo para a abstenção é que a PDG segue em negociação com seus credores para definir alternativas capazes de equacionar sua dívida e garantir os recursos necessários para fazer frente a despesas administrativas, de comercialização e construção dos empreendimentos. De olho nas ações da companhia após reportar prejuízo de R$ 1,7 bilhão no 3T16. Banco Pine (PINE4): O banco afirma, sobre a possibilidade de fechar seu capital, que estuda, como uma das alternativas, a realização de oferta pública de aquisição para cancelamento de registro, "mas até o momento não há qualquer definição sobre o assunto". "As estratégias para condução do negócio da companhia estão sendo avaliadas pela sua administração, e não serão divulgadas neste momento a fim de preservar as opções existentes para a companhia e a possibilidade de alcançar a melhor alternativa. Importa frisar que, até a presente data, não há qualquer definição sobre o fechamento de capital da companhia", afirma o Pine. PINE4 sobe 18,8% em 2016. RESULTADOS CORPORATIVOS 3T16: JBS (JBSS3): O lucro líquido de R$ 887,1 bilhões da companhia no 3T16 ficou acima do esperado por analistas. A média das projeções dos economistas indicava resultado líquido de R$ 555,97 milhões no período, ante o resultado de R$ 887,1 milhões apresentado, que ficou 59,5% acima das expectativas. A média foi traçada a partir dos cálculos de sete instituições financeiras (Bradesco BBI, BTG Pactual, Goldman Sachs, Itaú BBA, Morgan Stanley, Santander e UBS). O Ebitda reportado no terceiro trimestre, de R$ 3,144 bilhões, ficou 18% abaixo do esperado pelos analistas, que previam de R$ 3,833 bilhões. FLUXO INVESTIDORES: Acompanhando a movimentação dos investidores estrangeiros em contratos de índice futuro, conforme quadro abaixo. No mercado a vista, os investidores estrangeiros retiraram R$ 631,999 milhões da Bovespa na última quinta-feira (10). No acumulado de novembro, os estrangeiros retiraram R$ 2,38 bilhões da Bovespa. Em 2016, a Bolsa tem superávit de R$ 15,136 bilhões em recursos externos. ECONOMIA: EUA: Acompanhando as perspectivas para a próxima reunião do Fed em meados de dezembro... O presidente da unidade de Dallas do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) disse que acha que é hora de começar a elevar e "normalizar" as taxas de juros, porque as taxas baixas estão criando distorções no mercado e prejudicando os poupadores e as empresas. "Quanto mais cedo pudermos tomar medidas para normalizar, ou até mesmo remover alguma acomodação, melhor", disse. O dirigente também alertou que os obstáculos globais para a inflação mudaram nas últimas semanas, talvez em referência à vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos EUA. Ele não vota nas reuniões de política monetárias do Fed, mas vai passar a votar em janeiro. EUA: divulgado na tarde de ontem... As vendas no varejo tiveram crescimento de 0,8% em outubro ante setembro, informou o Departamento do Comércio. Analistas previam crescimento menor, de 0,6%.As vendas no varejo tiveram crescimento mensal de 1,0% em setembro, revisão em alta divulgada, em comparação com a alta de 0,6% antes calculada. Os ganhos representam a melhor sequência de dois meses do indicador dos últimos dois anos nos EUA. Zona do Euro: Ok... O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,3% no terceiro trimestre ante o segundo, de acordo com dados da agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat, divulgados nesta terça-feira. O resultado veio em linha com a previsão dos analistas. O PIB da Zona do Euro teve avanço de 1,6% na comparação anual no terceiro trimestre, também em linha com o esperado pelos economistas. FIQUE DE OLHO: Nesta quarta-feira, volta do feriado nacional, o mercado poderá repercutir em partes a forte alta de algumas ADRs ontem, em particular da Petrobras após o petróleo avançar cerca de 5% no fechamento de terça-feira. Hoje a commodity passa hoje por uma realização e recua 1%. No mercado cambial, o Banco Central anunciou que irá atuar com mais força na moeda e ofertará mais contratos na tentativa de amenizar a pressão de alta vinda do exterior. A agenda ainda traz indicadores relevantes nos EUA e discursos de dirigentes do Fed que atentam para as possíveis medidas de Trump que poderia ter efeito sobre a taxa de juros no país. Para finalizar, vale acompanhar as ações da PDG, Ultarapar e Oi, diante de notícias relevantes divulgadas das companhias.

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