Rio: inadimplência no varejo aumentou 3,3% em outubro, pior índice para o mês desde 2007

Rio de Janeiro / 08:54 - 8 de nov de 2016

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A inadimplência no comércio lojista da Cidade do Rio de Janeiro cresceu 3,3% em outubro em relação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com os registros do Serviço Central de Proteção ao Crédito do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio). É o maior índice de inadimplência do ano e o pior para o mês desde 2007. As dívidas quitadas, que mostra o número de consumidores que colocaram suas contas em dia, e as consultas, item que indica o movimento do comércio, diminuiram, respectivamente, 7,9% e 1,9%, também em relação a outubro de 2015. Ao comparar o mês de outubro ao mês anterior (setembro), os registros do CDL-Rio mostram que a inadimplência, as consultas e as dívidas quitadas cresceram, respectivamente, 3,3%, 0,4% e 2,8%. No acumulado dos 10 meses do ano (de janeiro a outubro) em comparação com o mesmo período de 2015, a inadimplência aumentou 2% e as consultas e as dívidas quitadas, diminuíram, respectivamente, 7,1% e 2,2%. Segundo o registro de cadastro do LIG Cheque do CDL-Rio, em outubro em relação ao mesmo mês de 2015, a inadimplência cresceu 2,5% e as consultas e as dívidas quitadas diminuíram, respectivamente, 13,2% e 3,3%. Comparando-se outubro com o mês anterior (setembro), a inadimplência recuou 0,2% e as dívidas quitadas e as consultas cresceram, respectivamente, 5,1% e 6,8%. No acumulado dos 10 meses do ano (de janeiro a outubro) em relação ao mesmo período do ano passado, a inadimplência aumentou 1,7% e as consultas e as dívidas quitadas diminuíram, respectivamente, 11,1% e 1,2%. Segundo o presidente do CDL-Rio, Aldo Gonçalves, "os números do SCPC do CDL-Rio mostram que o comércio continua enfrentando sérias dificuldades, agravadas no Rio de Janeiro com a falência do Estado, que amendronta o consumidor que fugiu das lojas, atemorizado pelo pacote anunciado pelo Governo, que ao lado do galopante desemprego, afeta diretamente os setores produtivos especialmente o comércio." - Prova disso são as mais de 2.390 lojas que fecharam as portas somente em setembro (1670 no Estado do Rio e 720 na cidade). Todas as grandes datas comemorativas do setor - Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia dos Namorados e Dia da Criança, não atingiram as expectativas do varejo e registraram resultados quase negativos. Resta agora o Natal, cujas vendas representam mais de 30% do faturamento em todo ano, dependendo do segmento. É nele que o comércio está apostando moderadamente e espera o crescimento mínimo de 1% - conclui Aldo Gonçalves, presidente do CDL-Rio.

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