Rio: preço do aluguel sobe em 11 bairros

Alguns bairros da Zona Sul estão com ofertas de aluguéis em que proprietários pedem valores mais altos e outros mais baixos que o verificado em janeiro.

Estudo da APSA mostra que a vacância segue alta na cidade e mais imóveis entraram na lista de locação. Ipanema, com menor oferta, é o bairro com o valor mais alto da Zona Sul, passando à frente do Leblon, que sofre com alta vacância; Recreio e Barra da Tijuca tiveram maior alta, de 6% em média. E Rio Comprido e Catete estão entre os que ficaram mais baratos em fevereiro

A locação de imóveis residenciais no Rio de Janeiro manteve em fevereiro a maior taxa média de vacância – que mostra a quantidade de imóveis vazios disponíveis para alugar – desde o início da pandemia do coronavirus: 17,9%. Esse índice havia sido alcançado em janeiro. Ou seja, a cada cem imóveis, 18 estão vagos, à espera de um inquilino. A taxa ideal é de 8 a 10% e, antes da pandemia, a vacância média no Rio estava em torno de 14%. Mesmo assim, quem procurou imóvel para alugar, encontrou ofertas anunciadas com valores mais altos em 11 dos principais bairros da cidade.

Mas de acordo com o gerente geral de imóveis da APSA, Jean Carvalho, diferentemente dos meses anteriores, a taxa alta de imóveis vazios não é por conta de desocupações provocadas pela crise econômica do ano de 2020. Os estudos mostraram que mais imóveis entraram para a locação.

Alguns bairros da Zona Sul estão com ofertas de aluguéis em que os proprietários pedem valores mais altos e outros mais baixos do que o verificado em janeiro. Em Ipanema, houve aumento de 4,74% e o metro quadrado está em R$ 65,03, ultrapassando o valor médio do Leblon, de R$ 59,37. Atualmente, o Leblon possui o triplo de ofertas que Ipanema. Botafogo também subiu 2,94%, chegando a R$ 39,28.

Em Laranjeiras, houve queda de 3,95%, apesar da baixa vacância, e o metro quadrado passou para R$ 32,30. Copacabana também caiu 1,31% %, com o metro quadrado em R$ 37,46. O Catete foi o bairro com maior queda, de 9,95%, passando para R$ 34,01.

O Recreio teve aumento de 5,82%, com o metro quadrado sendo anunciado por R$ 29,83.

Na Tijuca, o aumento foi 3,26%, com aluguel a R$23,73 o metro quadrado. O Grajaú, com crescimento de 5,23%, tem o valor anunciado em R$ 22,34 o metro quadrado. Vila Isabel também teve aumento de 2,25% frente ao mês anterior, com o valor em R$ 21,78. E o Méier também encareceu em 4,53%, com valores médios de R$ 18,68. O destaque de percentual de redução de valores na Zona Norte fica por conta do Rio Comprido, que caiu 7,69%, ficando em R$ 18,01 por metro quadrado. A Barra da Tijuca teve aumento de 6,57% frente ao mês anterior, chegando a R$ 41,34. O Centro teve aumento de 1,50% com relação a janeiro e hoje custa em média R$ 29,12 por metro quadrado.

Foram consideradas para análise de média dos valores 16.200 ofertas de locação de apartamentos de um a três dormitórios.

A taxa de vacância tem diferentes percentuais nos bairros. Na faixa de 10%, ou seja, dentro da normalidade para se manter preços no patamar mais alto, estão: Laranjeiras (5,1%), Flamengo (9,7%), Catete (10,2%), Recreio (6,4%), Vila Isabel (11,9%), Grajaú (11,9%) e Rio Comprido (8,5%). Acima de 10% estão: Botafogo (16,3%), Copacabana (20,1%), Ipanema (17,5%), Leme (14,5%), Tijuca (16,2%), Maracanã (21,4%), Centro (33,7%) e Méier (12,5%).

Os maiores destaques de redução foram Catete, com uma queda frente a janeiro de 25%, e o Flamengo, que caiu 11,82%. Na Zona Oeste, foi o Recreio, com uma redução frente ao mês anterior de 24,71% e na Zona Norte, o Rio Comprido, que diminuiu 18,27%. Analisando o aumento da taxa de vacância, destaca-se os seguintes bairros: Maracanã, com um aumento de 37,18% e Grajaú, com crescimento de 16,67%.

O Centro continua acumulando aumento. De janeiro para fevereiro, cresceu 37,55%, chegando a taxa de 33,7%, uma das mais altas da cidade.

Em fevereiro, o volume de unidades alugadas teve declínio de 23,6% com relação a fevereiro de 2020. Com relação a janeiro de 2021, a queda foi de 12,5%. Em Copacabana, em 2018, entre janeiro e fevereiro, um imóvel residencial de um a três dormitórios levava em média 65 dias para ser locado. Já comparando o mesmo período nesse ano a média é de 43 dias, demonstrando uma redução em relação ao exemplo de 2018.

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