Witzel prorroga restrições a várias atividades até dia 21

Prática de esportes nos parques está liberada, se não houver aglomeração, mas frequência às praias ainda não.

Rio de Janeiro / 13:14 - 7 de jul de 2020

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As medidas restritivas de prevenção e combate à Covid-19 no Estado do Rio foram prorrogadas até o dia 21. O decreto, assinado pelo governador Wilson Witzel, foi publicado na edição de hoje do Diário Oficial, que manteve atividades em setores do comércio e da indústria. Ainda não está liberada a frequência às praias, lagoas, rios, piscinas públicas e clubes. Está permitida, no entanto, a prática de esportes nos parques, se não houver aglomeração, e as atividades esportivas individuais ao ar livre, inclusive em praias e lagoas, como ciclismo, caminhadas, montanhismo e trekking ao ar livre. Também estão autorizadas as atividades esportivas de alto rendimento, desde que sem público e obedecendo protocolos de higienização.

O uso de máscaras de proteção respiratória ainda é obrigatório em qualquer estabelecimento público e em locais privados, que estejam com funcionamento autorizado ao acesso coletivo.

O governo do Rio manteve algumas recomendações às prefeituras fluminenses sobre a reabertura gradual de setores do comércio e da indústria, obedecendo às características de cada cidade e, por isso, os municípios têm autonomia para manter suas determinações e regras.

De acordo com o governo do estado, para a definição das medidas foram levados em consideração os dados epidemiológicos da Secretaria Estadual de Saúde, como a redução do número diário de óbitos e das internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave, além das projeções da Secretaria de Fazenda sobre os impactos econômicos para o estado.

O horário para os shopping centers e centros comerciais não foi alterado e permanece das 12h às 20h, mas com limitação de 50% do público. Todos têm que garantir o fornecimento de álcool em gel 70%. As praças de alimentação podem reabrir, mas com o limite de 50% da capacidade. Áreas de recreação, de cinemas e afins continuam fechadas. Bares, restaurantes e lanchonetes, que estão autorizados a funcionar no estado desde o dia 6 de junho, também têm que respeitar o limite de 50% da capacidade.

Equipamentos e pontos turísticos, como o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, podem receber o público, mas também nesse caso, com limite de 50% da capacidade de lotação. Organizações religiosas podem funcionar com distância de 1 metro entre as pessoas e a manutenção de álcool em gel 70%. Deve também ser observada a obrigatoriedade do uso de máscara pelos frequentadores e por integrantes de igrejas e templos. As missas presenciais no município do Rio voltaram no sábado passado (4), com o limite de 30% da capacidade e medidas de prevenção como distanciamento dos fiéis, disponibilidade de álcool em gel, higienização dos templos e uso de máscara pelos frequentadores.

Conforme o decreto, se houver descumprimento das medidas previstas, as forças de segurança pública poderão atuar em eventuais práticas de infrações administrativas e de crimes previstos.

Hoje também, após mais de três meses suspensas, os hospitais do Rio começam a retomar as cirurgias eletivas, que são aquelas agendadas e sem urgência. Na cidade do Rio, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) começou há 10 dias a desmobilizar os leitos reservados para o tratamento de pacientes com Covid-19 em hospitais gerais. Os hospitais de referência para a doença, Ronaldo Gazzola e Hospital de Campanha do Riocentro, não tiveram alteração, mantendo 180 e 400 leitos, respectivamente.

A secretária de Saúde, Beatriz Busch, disse que foram devolvidos 122 leitos para a retomada das cirurgias de pacientes que aguardam em filas internas nos hospitais da rede. Segundo ela, a estimativa é que entre abril e maio deste ano tenham deixado de ser feitas 2.700 cirurgias eletivas. Nos mesmos meses de 2019, o total foi de 2.728.

 

Com informações da Agência Brasil

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