Rio tem a gasolina mais cara do Sudeste

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Bomba de combustível (Foto: Fernando Frazão/ABr)
Bomba de combustível (Foto: Fernando Frazão/ABr)

O mais recente levantamento do Índice de Preços Ticket Log (IPTL) aponta que a Região Sudeste registrou os maiores aumentos de preços da gasolina e do etanol em março, na comparação com o fechamento de fevereiro. A gasolina na Região avançou 13,14% e foi comercializada pelo valor médio de R$ 5,787 o litro. Já o etanol apresentou alta de 21,47% e foi encontrado a R$ 4,589.

“A gasolina no Sudeste tem o segundo maior preço médio do país, atrás apenas do registrado no Centro-Oeste. Ainda assim, na comparação com o etanol pela relação de vantagem 70/30, o combustível é mais vantajoso no Rio de Janeiro e no Espírito Santo”, destaca Douglas Pina, Head de Mercado Urbano da Edenred Brasil.

Já o diesel e o diesel S-10 registraram os menores aumentos de preços no Sudeste, em março. O valor médio por litro do tipo comum avançou 8,57% e foi comercializado a R$ 4,318. O tipo S-10 apresentou aumento de 8,37% e preço médio de R$ 4,390.

O Rio de Janeiro tem a gasolina mais cara da Região Sudeste, comercializada nos postos pelo preço médio de R$ 6,128. O estado também tem o etanol com o maior valor médio por litro, de R$ 5,203. Já o diesel, o diesel S-10 e o gás natural veicular (GNV) com preços médios mais altos estiveram em Minas Gerais, onde o diesel comum foi encontrado a R$ 4,407, o tipo S-10, a R$ 4,465, e o GNV, a R$ 3,443.

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São Paulo segue com os combustíveis mais baratos da região. O diesel foi encontrado no estado pelo preço médio de R$ 4,228, e o diesel S-10, de R$ 4,283. A gasolina nos postos paulistas foi comercializada a R$ 5,325, e o GNV, a R$ 3,125. Já o etanol apresentou o valor mais baixo do país, de R$ 3,904.

Em 2020, foram comercializados 131,76 bilhões de litros de combustíveis no Brasil, uma queda de 5,97% em comparação com 2019, refletindo as medidas de isolamento em função da pandemia de Covid-19. Os dados foram apresentados no último dia 6 pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A comercialização de óleo diesel B (diesel com adição de biodiesel na proporção definida na legislação) se manteve estável, com aumento 0,30%, totalizando 57,47 bilhões de litros. Isso reflete a importância do óleo diesel B no transporte de cargas no país e a relevância do modal rodoviário na matriz de transportes nacional.

Foram comercializados 6,6 bilhões de biodiesel em 2020, um crescimento de 11,47% em relação a 2019, devido ao aumento da mistura obrigatória ao óleo diesel – em março, o teor de biodiesel no diesel aumentou de 12% para 13%, conforme estabelecido na Resolução nº 16/2018 do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

O consumo de gasolina C (com 27% de etanol anidro, conforme legislação vigente) sofreu queda de 6,13%, chegando a 35,82 bilhões de litros. Trata-se do mesmo percentual de redução da gasolina A (pura) e do etanol anidro.

O etanol hidratado combustível teve consumo de 19,26 bilhões de litros no ano, registrando diminuição de 14,58% na comparação com 2019. O etanol total (soma de anidro e hidratado) teve redução de 11,93%, com 28,93 bilhões de litros consumidos.

A comercialização de GNV diminuiu 17,70% em relação ao ano anterior, devido à queda de circulação de táxis e veículos de aplicativos nos grandes centros.

Com relação às importações líquidas de combustíveis, houve redução para o diesel (-21,64%), gasolina (-19,34%) e QAV (- 57,95%), também refletindo o menor consumo nacional devido à pandemia. Por outro lado, aumentaram as importações liquidas de GLP (+1,79%) devido ao aumento da demanda decorrente das medidas de isolamento e mudanças de hábitos e padrões de consumo. O aumento das importações líquidas de etanol (+ 259,38%), por sua vez, decorreu do deslocamento da produção de etanol para outros fins, o que ensejou aumento nas importações desse produto.

Em 2020 houve um acréscimo no número de distribuidores e de revendedores de combustíveis. O ano fechou com 239 distribuidores (contra 232 em 2019); com 41.673 postos de combustíveis líquidos (eram 40.990 em 2019); e com 61.097 revendas de GLP (comparado com 59.885 em 2019).

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