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sexta-feira, janeiro 22, 2021

Rio: varejo não sentiu melhoria anunciada por institutos de pesquisa

O comércio carioca registrou em 2020 o pior desempenho dos últimos anos, com queda de 18% nas vendas em comparação com o mesmo período de 2019, de acordo com estimativa do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio) e do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (SindilojasRio), que leva em conta os três meses de lojas fechadas por conta da pandemia do coronavírus.

De acordo com Aldo Gonçalves, presidente das duas entidades, que juntas representam mais de 30 mil estabelecimentos comerciais, depois de mais de 100 dias de portas fechadas por conta da Covid-19, o comércio carioca ainda não deu sinais de reação. Exemplo disso foi o Natal, que é responsável por 30% do faturamento anual do comércio, que registrou queda nas vendas de cerca de 8%.

“Apesar de os institutos de pesquisa mostrarem uma tímida recuperação das vendas em algumas cidades do país, aqui no Rio o comércio varejista não sentiu essa melhoria. A forte redução no consumo, seja pela não circulação das pessoas, seja pela queda generalizada do poder aquisitivo causada pelo desemprego e por todos os fatores que tão dramaticamente afetaram não só a saúde financeira, como a própria sobrevivência do comércio, continuam afetando diretamente o setor”, diz Aldo Gonçalves.

“Dentre os mais prejudicados, do ponto de vista da economia, estão os micros, pequenos e médios empresários que se acham na linha de frente das grandes vítimas do Covid-19, que passam por momentos dramáticos, lutando desesperadamente para sobreviver. Além disso a crise econômica é anterior à pandemia. Revela-se no elevado índice de desemprego, assim como na desordem urbana, na violência resiliente, na proliferação de camelôs, nas sequelas da corrupção desenfreada de governos anteriores”.

Aldo recorda que já no acumulado de 2019 as vendas recuaram 2,9% em relação a 2018 registrando resultados negativos em todos os doze meses. Mesmo em dezembro, mês do Natal e a data comemorativa mais importante, o varejo carioca registrou queda. Não custa lembrar também que todas as datas comemorativas de 2020 registraram resultados negativos. Ainda segundo ele, as perspectivas para 2021 também não são animadoras.

“No contexto do Rio de Janeiro, a situação não poderia ser pior. A pandemia, com todas as suas consequências, pode agravar ainda mais a prolongada crise política e financeira que há anos atinge o Rio de Janeiro. Vivemos nosso pior momento, com severas dificuldades em várias áreas; com economia praticamente estagnada, desemprego em alta, desordem urbana, violência, inflação, exagerada carga tributária e uma burocracia que só atrapalha a quem quer empreender e gerar empregos e renda. O momento exige imperiosas correções de rumo para recolocar o Rio de Janeiro nos trilhos do desenvolvimento social e econômico. Exige um enorme empenho de toda a sociedade, do setor produtivo e, principalmente, dos poderes públicos nas esferas municipal, estadual e federal para que o Rio de Janeiro – seus 92 municípios, incluindo a capital – retome seu papel de destaque entre os 27 estados que compõem a federação, como a segunda maior economia do Brasil, responsável por mais de 12% do PIB nacional”, diz Aldo.

Ainda segundo o presidente do CDL-Rio e do SindilojasRio “esta expectativa, em relação ao comércio será crucial que a futura administração municipal se empenhe em resolver as questões que tanto afligem o setor e que são fundamentais para estimular seu fortalecimento e seu crescimento. A revalorização do espaço urbano e do comércio de rua, a melhoria da segurança e mais eficiência no combate ao comércio ilegal, por meio de fiscalização e repressão à pirataria, às mercadorias de procedência duvidosa, com apoio do governo do estado, são medidas urgentes para a revitalização do setor”.

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