Risco Brasil

A taxa de mortalidade nos hospitais públicos foi de 14,7%; nos estabelecimentos privados, de 9,3%. Ou seja, a chance de morrer dos pacientes nos hospitais públicos foi superior à dos pacientes dos hospitais privados, mostram pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz em estudo realizado com pacientes tratados em 27 hospitais de Ribeirão Preto (SP), entre janeiro de 1996 e dezembro de 1998, em artigo publicado ano passado nos Cadernos de Saúde Pública (vol. 20 supl.2). Segundo a Agência Notisa, especializada no setor de saúde, pacientes cuja internação foi financiada pelo SUS apresentaram um risco de morrer 65% mais elevado do que os outros pacientes. Em relação ao tempo de permanência, a equipe de pesquisadores observou que nos hospitais públicos a média foi maior do que nos hospitais privados.

Menos consumo
O poder de consumo dos brasileiros apresentou queda de 0,881% em abril em relação a março. Isto significa que 1,1 milhão de pessoas não tiveram capacidade de compra como no período anterior, segundo o indicador que atende pelo estranho nome de Dimensionador do Poder de Compra (DPC), criado pela empresa Cheque-pre.com. O valor médio dos cheques emitidos em abril foi de R$ 190,02, queda de 7,384% em relação ao mês anterior. A diminuição das vendas provocou redução de 3,756% na quantidade de consultas realizadas na base de dados da Cheque-pre.com. O DPC analisa 40 milhões de informações por mês, sendo 25 milhões relativos às consultas de cheques.

Puxão de orelha
Ao conclamar os empresários locais a saírem lotando aviões pelo mundo afora, “pelo menos uma vez por mês”, para venderem seus produtos no exterior, o presidente Lula citiou como setores de ponta no Brasil as exportações de… café e carne. Com esse tipo de pauta, diferentemente do afirmado por Lula, o mundo “não está de orelha em pé” diante do papel ocupado pelo Brasil no mundo, mas de boca aberta, por não crer que um país que já foi a oitava economia mundial concentre suas exportações em produtos de tão baixo valor agregado.

Olhos fechados
Apenas para termos de comparação com um país equivalente. Enquanto Lula dirige uma nação que concentra 83,2% de suas exportações para a China em minérios e commodities agrícolas, as importações do Brasil de produtos industrializados chineses somam pelo menos 54% das compras feitas daquele país.
Em tempo, enquanto apenas este ano as exportações o Brasil devem atingir US$ 100 bilhões, apenas em outubro passado a China vendeu US$ 52,5 bilhões ao exterior.

Libras
A Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) vai abrir concurso público para admissão de 12 intérpretes da Linguagem Brasileira de Sinais (Libras). Eles estarão presentes em todos os eventos, em plenário ou não, e nas transmissões ao vivo ou gravadas da TV Alerj. A iniciativa é da presidente da Comissão de Defesa da Pessoa Portadora de Deficiência, deputada Georgette Vidor (PPS).

País irmão
“Angola País do Futuro – Oportunidades de Negócios e Investimentos” é o seminário que será realizado hoje na Associação Comercial do Rio de Janeiro (R. da Candelária, 9, Centro). Representando Angola, o ministro das Finanças, o vice-ministro de Geologia e Minas, o presidente do Conselho de Administração da Agência Nacional de Investimentos Privados e representantes do Ministério das Telecomunicações, do Instituto de Desenvolvimento Industrial, do Banco Nacional de Angola, do Ministério da Agricultura e da Sonangol. O evento começa às 9h30.

Gafe
Ao tentar dar, no Brasil, um recado duro contra a Venezuela, a secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, acabou cometendo uma gafe. Para Condie, se referindo a Hugo Chávez, “democracia não é só eleição”; é também promover boa governança, acesso a educação e oportunidades para todos. Ou seja, a secretária estadunidense não só alfinetou o Brasil como também atirou no próprio pé.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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