Risco de contágio por Covid no Rio volta a crescer

Estudo é da UFRJ; já monitoramento do Dados do Bem aponta que Baixada tem a maior taxa de contaminação no estado.

Rio de Janeiro / 13:39 - 23 de jun de 2020

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Após o contágio por Covid-19 desacelerar na cidade do Rio de Janeiro e na Região Metropolitana na semana passada, as taxas de contaminação voltaram a subir, de acordo com o monitoramento do Covidímetro, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Os dados, divulgados ontem e baseados no número de pacientes que começaram a ter os sintomas até o dia 20 de junho, mostram que a velocidade de propagação da doença ficou em 1,39 na capital e 1,57 para o estado, ambos considerados de risco alto.

O número indica quantas pessoas, em média, cada paciente diagnosticado com o novo coronavírus contamina. No boletim de 16 de junho, a capital estava com taxa de risco moderado, em 1,03, e o estado com 1,35. O risco é considerado muito baixo se a taxa for menor do que 0,5 e baixo se ficar entre 0,5 e 1. Entre 0,9 e 1,2 o risco é moderado e é considerado alto entre 1,2 e 1,65. Se ficar entre 1,65 e 2, o risco é considerado muito alto e há indicação de lockdown (confinamento) se a taxa de reprodutibilidade da doença passar de 2.

Também apresentaram piora no indicador de propagação do vírus a Região Metropolitana I, que passou de 1,05 para 1,23; Região Metropolitana II, que foi de 1,50 para 1,53; Baia de Ilha Grande passou de 1,44 para 1,62; Baixada Litorânea foi de 1,19 para 1,47; Região Centro-Sul passou de 1,48 para 1,63; e a Região do Médio Paraíba, que foi de 1,53 para 1,54.

Por outro lado, diminuíram o índice de contaminação com relação à semana passada a cidade de Niterói, que passou de 1,46, para 1,45; a Região Noroeste, de 2,07 para 1,95; a Região Norte de 1,91 para 1,68; e a Região Serrana que diminuiu o ritmo de contágio de 1,64 para 1,52.

Todas as regiões do estado estavam com a taxa acima de 2 em meados de maio e o indicador chegou a 5,5 no momento em que foi decretado o isolamento social, em março. Na semana passada, pesquisadores alertaram que a reabertura precoce das atividades econômicas poderia levar ao aumento no número de casos da doença e maior dificuldade para conter a pandemia.

O monitoramento epidemiológico da Covid-19 feito pela iniciativa Dados do Bem, em operação desde o final de abril, no Rio de Janeiro, mostra que municípios da Baixada Fluminense têm os maiores índices de contaminação pelo vírus. Foram feitos quase 370 mil downloads do aplicativo e 265.205 pessoas fizeram a autoavaliação, respondendo perguntas sobre sintomas associados à doença e também sobre o histórico de saúde. Destas, 36.505 foram testadas até ontem e um total de 5.032, o que equivale a 14%, tiveram o resultado positivo para o coronavírus.

O trabalho, do Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) e Zoox Smart Data, apontou que entre as pessoas que fizeram o teste, os maiores percentuais de resultados positivos estão nos municípios da Baixada Fluminense. Em primeiro lugar aparece Queimados, com 33,33%, seguido de Belford Roxo (31,50%), Magé (27,44%), Nilópolis (26,24%) e Duque de Caxias (24,81%). Completam a lista dos 10 municípios com maiores percentuais de moradores testados positivos: São Gonçalo, na Região Metropolitana, com 24,68%, São João de Meriti (23,66%), Nova Iguaçu (21,18%), Mesquita (19,15%), esses três na Baixada, e Itaguaí, na Região Metropolitana, com 18,75% das pessoas testadas com resultado positivo.

Por bairro, dentro das cidades analisadas, Lote XV, em Belford Roxo, tem o maior percentual de testes positivos, com 61,54%, seguido de Periquitos, em Duque de Caxias, com 54,55%, e Barros Filho, na Zona Norte do Rio de Janeiro, com 51,22% dos moradores testados com Covid-19.

 

Com informações da Agência Brasil

 

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