Risco pequeno

Apesar do alvoroço em torno da última viagem do presidente Lula à China, o gerente de seguros de governo do IRB-Brasil Re, José Farias de Sousa, não acredita que o incremento das exportações para o país asiático terá grande impacto no mercado de seguros de crédito à exportação. Pelo menos no curto prazo. O Brasil exporta para a China basicamente produtos primários, como soja e minério, e os manufaturados é que envolvem maiores riscos por serem financiados, muitas vezes em prazos longos. “Os chineses estão querendo nos vender pequenos tratores, apesar de termos uma indústria avançada nessa área”, comentou.

Pleno emprego
Sônia Regina Hess de Souza, diretora da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), acredita que o BNDES deveria, ao destinar recursos, olhar o número de empregos que as exportações proporcionam, não somente observar a balança comercial. Segundo Sônia, que preside a Dudalina – fabricante de camisas masculinas que deve faturar R$ 100 milhões este ano e exportar 50% a mais que no ano passado -, para cada US$ 1 milhão de exportações, uma confecção gera 450 empregos diretos. “É uma tarefa muito difícil exportar no nosso país, devido ao custo Brasil e à elevada burocracia”, reclama a empresária, que acredita que o BNDES deveria investir na importação de máquinas de costura que não são fabricadas no país.

Sufoco
Lula insiste nas metáforas com futebol. Declarando-se “o mais otimista dos brasileiros” com a economia, defendeu que entremos no segundo semestre como a seleção brasileira de futebol fez no segundo tempo do jogo com o Uruguai: partindo para cima do adversário para marcar logo um gol. Talvez o presidente tenha dormido antes do final da peleja, que terminou empatada e só foi decidida na loteria dos pênaltis.

Quem manda?
Outra citação recorrente nos discursos do Lula presidente é à família. Nesta sexta, ele comparou o ministro Palocci com sua (dele, Lula) mãe. Sempre que pedia um dim-dim à mão, ela só dava quanto podia, tal qual o ministro da Fazenda. Em resumo, temos um presidente que governo com a mesada do ministro.

Goleada
A semana terminou não com uma, mas com pelo menos três derrotas de Palocci. Além da mais evidente, na questão do aumento da contribuição patronal ao INSS, o ministro da Fazenda também saiu chamuscado ao ter que abrir mão de parte do dinheiro extra arrecadado com o aumento da Cofins. Ainda, no início da semana viu sua proposta de independência do Banco Central ser devidamente ignorada, já que todos sabem que a idéia tem mínimas chances de prosperar.
Palocci perde

Caça-talentos
Começa nesta segunda-feira, no Coppead/UFRJ, a Semana do Recrutamento. Até o final da semana grandes empresas se apresentarão à turma de mestrandos e analisarão perfis que se enquadrem às necessidades de cada uma. Durante os cinco dias, cerca de dez empresas estarão em busca de novos talentos.

Na lua
Candidato do PT à Prefeitura do Rio de Janeiro, Jorge Bittar nega problemas com a vinculação ao governo Lula. Para ele, a União está ajudando o Rio com investimentos e a recente lei da área naval. Ou Bittar está adotando o estilo malufista de ser, ignorando o que se passa à sua volta se não for conveniente, ou simplesmente ignora mesmo que o Rio tem sido tratado a pão e água pelo governo federal e que o setor naval considera a lei o réquiem da indústria fluminense.

Brinde
A qualidade do vinho espumante nacional é cada vez mais reconhecida no exterior. O Gran Reserva Excellence 1999 Extra Brut, da Casa Valduga, foi premiado com o Troféu Prestígio no concurso Les Citadelles du Vin, na França. O espumante brasileiro concorreu com 811 amostras de vinhos provenientes de 26 países.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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