Risco

Apesar do boom na venda de automóveis, que puxou o faturamento das seguradoras, o ramo que mais cresceu no primeiro trimestre deste ano em São Paulo não foi o de automóveis – que teve expansão de 7%, de acordo com o sindicato dos corretores do estado (Sincor-SP). A maior alta para as companhias de seguros ocorreu no ramo Riscos Financeiros – variação de 100% em relação a 2007.

Briga pela marca
Há anos a multinacional japonesa Sharp tenta reaver os direitos sobre sua marca, registrada na década de 70 por seu representante no Brasil, para voltar a operar no país. Ações desse tipo podem demorar até oito anos, gerando prejuízos e perda de negócios. “Esse é o perigo de a empresa estrangeira não fazer o registro de sua marca no país que opera, junto ao INPI. Nos últimos dois anos, atuamos em mais de 30 casos na defesa dessas empresas, mas optamos, sempre que possível, por uma solução negociada que, evidentemente, envolve altas valores”, afirma o advogado especializado na área Pedro Bhering, do Bhering Advogados.

Retorno
Empresas interessadas em avaliar o custo-benefício dos incentivos fiscais previstos na Lei do Bem (11.196/2005) encontram no portal da Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica (www.protec.org.br) uma ferramenta útil: um simulador que calcula com precisão o retorno desses investimentos.

Limites
Afinado com o discurso liberal, que predominou na abertura do 20º Fórum Nacional, o jornalista Roger Cohen, colunista do The New York Times, reconheceu, no entanto, os limites do mercado para combater fenômenos típicos da pobreza, como os “surfistas de trem, cujas vidas desaparecem num flash”. Para Cohen, “a evolução do Brasil ainda depende do setor público”. Segundo ele, “não se pode ter tanta desigualdade sem gerar violência”.

Globalização
Se ongueiros alavancados pela administração inglesa sentem-se à vontade para arvorarem-se o direito de leiloar a Amazônia por US$ 50 bilhões, o Governo Lula deveria lançar debêntures conversíveis para os brasileiros ficarem com nacos do Mar do Norte. Afinal, incêndios naquela área, como o ocorrido no fim de 2007, são uma ameaça, não apenas à Inglaterra, como a todo o mundo. Além disso, o passivo ambiental daquele país o desautoriza a tratar apenas internamente de santuários que pertencem ao patrimônio da humanidade.

Cozinha
Fiscais do Procon-RJ encontraram produtos vencidos na cozinha do Copacabana Palace, na Zona Sul do Rio. Por causa de um queijo vencido há duas semanas e um pacote de pão árabe vencido há um mês, os fiscais aplicaram um auto de infração, que pode resultar numa multa de R$ 300 a R$ 5 milhões. Segundo o coordenador da fiscalização do Procon, Marco Antônio da Silva, o hotel tem dez dias para se defender. Em tempo: o dono do hotel, James Sherwood, é inglês. Será que alguma ONG vai propor a internacionalização do hotel?

Digital
A Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) vota nesta terça o Projeto de Lei 2874/05, de autoria da deputada Graça Matos (PMDB), que condiciona a instalação de medidor digital de energia elétrica à aprovação pelo Instituto de Pesos e Medidas do Estado do Rio (Ipem/RJ). As empresas terão 90 dias, após a sanção da norma pelo governador, para retirar os medidores digitais já instalados, sob pena de multa diária de cinco mil Ufirs-RJ. Os medidores digitais, adotados pela Ampla, provocaram reação dos consumidores, por causa de expressivo aumento nas contas, em vários casos. Agora, a Light, meio na surdina, começou a instalar sistema semelhante.

Brincadeira
Semana passada, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, classificou de “brincadeira” as articulações do governo para recriar a CPMF. Segunda-feira, tomou o troco do presidente Lula, que lembrou não ter visto “nenhum preço ter baixado” após a extinção da contribuição. Na tréplica, Skaf poderia apresentar uma relação dos preços que, ao menos na área industrial, recuaram com o fim da CPMF – solicitação que esta coluna faz desde o fim da contribuição.

Marcos de Oliveira e Sérgio Souto

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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