Roda, roda

Apesar de ter atingido o mais alto nível em 12 meses, o número de trabalhadores no comércio varejista da Região Metropolitana de São Paulo esconde um dado alarmante: a alta rotatividade. Em abril foram admitidos 46.301 empregados e demitidos 42.581, segundo dados da Fecomercio. Em março, fora pior: 47.672 contratados e 46.643 dispensados. Num universo de pouco mais de 940 mil trabalhadores, significa que 5% deles perdem seus empregos a cada mês. Em um ano, neste ritmo, 60% da força de trabalho mudam de posto.
Em abril, os segmentos que tiveram as maiores taxas de rotatividade foram Lojas de Vestuários, Tecidos e Calçados (6,1%), Supermercados – Alimentos e Bebidas (5,2%) e Farmácias e Perfumarias (5,0%).

Fim da farra
A Resolução 3.533 do Banco Central deve criar dificuldades: bancos ficarão limitados na capacidade de crescimento de crédito, haverá maior concentração bancária e alguns segmentos da população correrão para modalidades de crédito mais caras (como cheque especial). É esta a análise do analista de instituições financeiras da Austin Rating Luis Miguel Santacreu, em artigo publicado num jornal paulista.
A resolução muda a forma como as instituições contabilizam a antecipação dos ganhos quando vendem carteiras de créditos a outros bancos. O objetivo é enquadrar o Brasil globalmente em termos contábeis e reduzir o aumento veloz do patrimônio e de novos créditos.
“A medida reduzirá a capacidade de crescimento de crédito dos bancos que precisam das cessões para manter posição e atender à demanda”, afirma Santacreu. Diz também que, para o devedor, “o comprometimento de renda poderá ficar mais alto, com efeito negativo sobre a inadimplência”.

Classificados
Corretores de imóveis, alunos e outros interessados em ingressar no mercado imobiliário têm nesta quarta-feira a oportunidade de assistir a uma palestra gratuita do professor Álvaro Ramos sobre Marketing Imobiliário, na sede da Nasajon Educacional, no Centro do Rio. Mais informações pelo telefone (21) 2233-0800.

Irrisória
A Comissão de Defesa do Consumidor da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj), presidida pela deputada Cidinha Campos (PDT), vai apelar ao Tribunal de Justiça por não concordar com o Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado entre o Ministério Público e a distribuidora de energia Light em função dos casos de explosões de bueiros na cidade. Para a comissão, o TAC não atende aos interesses da população, porque as medidas são “muito brandas e não resolvem o problema a curto prazo”. Além disso, o órgão considera a multa de R$ 100 mil, por explosão, irrisória devido à gravidade da situação e à capacidade econômica da concessionária.

Rotina
Desde junho de 1940 o Congresso dos EUA alterou, estendeu ou elevou o limite de endividamento do país 91 vezes, 36 delas em épocas em que os EUA tinham um presidente democrata. Estes dados permitem prever que o limite será novamente aumentado, apesar da pressão eleitoreira e neoliberal republicana

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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