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Fatos e Comentários / 17:27 - 4 de abr de 2000

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Ao reafirmar que vai entregar ao Ministério Público as denúncias de corrupção e irregularidades contra integrantes do primeiro escalão de seu governo, o governador do Rio, Anthony Garotinho, sugeriu que FH poderia ter feito o mesmo em relação às denúncias de favorecimento feitas em 1998 contra o então ministro das Comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros. "Será que ele faria? Eu estou tendo a coragem de fazer", comparou. "Quem não deve não teme", completou Garotinho, que disse estar dando "um exemplo" para outros governantes. Desde o fim de semana, o governador do Rio vem acusando o ex-governador Moreira Franco, assessor especial da Presidência, de estar por trás das denúncias contra integrantes de seu governo. Primeiro emprego A partir de agora, jovens universitários e estudantes do 1ª e 2 º graus poderão ter acesso ao mercado de trabalho com mais facilidade. A Câmara Municipal do Rio derrubou o veto do prefeito Luiz Paulo Conde que impedia a implantação do projeto "Primeiro Emprego", de autoria do vereador Ruy Cezar. Através de convênios e sem nenhum custo para o Tesouro municipal, o projeto prevê criação do estágio remunerado, cujo estudante receberá uma bolsa auxílio de um salário mínimo, além de seguros de vida e de acidentes. Pelo convênio, segundo o vereador Ruy Cezar, o município poderá utilizar recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para fazer convênios com escolas públicas e particulares, para que os estudantes possam receber a bolsa auxílio. "Desde 1996 até o momento, foram extintos 173 mil empregos de jovens de 14 a 25 anos no mercado formal no município do Rio. A lei permitirá a concretização do convênio sem que o município gaste um tostão". Homenagem O presidente da Casa Cuba-Brasil, jornalista e escritor Arthur Poerner, recebe amanhã, às 18h30m, a Medalha Pedro Ernesto, da Câmara de Vereadores do Rio, por iniciativa do vereador Pedro Porfírio. Ex-jornalista do Correio da Manhã e autor de sucessos como O poder jovem, Poerner foi ativo militante da luta contra autoritarismo. Monopólio O Sindicato das Empresas de Telemarketing de São Paulo (Sintelmark) formalizou ontem junto à Secretaria de Direito Econômico, do Ministério da Justiça, acusação contra a Telefônica de São Paulo e a Atento Brasil por abuso de poder econômico e monopólio de mercado, pela compra das empresas Quatro A e Trilha. Segundo a Sintelmark, o processo será avaliado pelo Cade. Voz do dono Já passado da casa dos 90 anos, o presidente das organizações Globo, Roberto Marinho, ocupou cerca de oito minutos do programa de estréia de Jô Soares na sua emissora para jactar-se das suas façanhas atléticas, como cavaleiro e mergulhador, entre outras. Faltou incluir, porém, aquela em que melhor se saiu nesse longo período: a de equilibrista. Tendo convivido e ultrapassado tantos governos, conseguiu manter-se em acordo com todos eles, sem exceção. Se já não está no Guinesse, é pura injustiça. Prolongado Os profissionais de educação do Estado do Rio fazem paralisação nesta sexta-feira. Está programada passeata da Candelária à Central em apoio à Semana em Defesa da Educação Pública, coordenada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). "Chapa branca"? Embora a estratégia esteja longe de esgotar as respostas a todas as perguntas suscitadas, o governador Anthony Garotinho, ao afirmar que as revistas semanais são pautadas pelo Planalto, produziu epíteto cuja resposta merece explicações tão ou mais detalhadas do que as que lhe são cobradas. Desde que daí nasça o famoso pacto de anormais, em que as armas ensarilhadas são mero poder dissuasório e não de esclarecimento. R$ 41 bi em jogo O pleno do Supremo Tribunal Federal se reúne hoje em Brasília. Na pauta, a não ser que haja uma "reviravolta", está a correção monetária do saldo das contas vinculada ao FGTS de julho/87, fevereiro/89, março/90 e fevereiro/91, o que pode representar reajuste de até 150%, envolvendo recursos da ordem de R$ 41 bilhões. A única ameaça à votação é o pedido do governo federal de dar "assistência" à Caixa, a ré do processo. É uma tentativa de enfraquecimento da reivindicação dos assalariados, que já ganharam votações idênticas na Justiça Federal e no Superior Tribunal.

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