Rumo acelerado…

No primeiro trimestre deste ano, o déficit tecnológico do setor industrial brasileiro atingiu US$ 23 bilhões, cinco vezes mais do que o registrado no mesmo período de 2006. A revelação é do relatório Monitor do Déficit Tecnológico, que a Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica (Protec) passa a divulgar trimestralmente.
O estudo sinaliza uma aceleração de US$ 686 milhões em abril, em comparação com a média do primeiro trimestre. O setor químico foi o que mais contribuiu, com elevação do seu déficit em US$ 404 milhões. A previsão da Protec para o ano é de novo recorde, ultrapassando os US$ 100 bilhões.

…ao atraso
O Monitor do Déficit Tecnológico traz também resultados relativos ao comércio exterior de mercadorias e serviços. O objetivo é mostrar o desempenho e a competitividade da indústria brasileira frente a outros países. No ano passado o saldo negativo do setor industrial foi de US$ 85 bilhões. O indicador consiste no saldo comercial dos segmentos industriais de alta e de média-alta tecnologia, somado ao saldo comercial das contas de serviços tecnológicos. Detalhes em www.protec.org.br

Saudades da ditadura?
A Guarda Municipal do Rio abordou um taxista na Rua da Assembléia, Centro da cidade, advertindo-o a tirar a fita vermelha – símbolo do apoio do carioca à luta dos bombeiros – amarrada na antena do rádio. Caso se recusasse, seria multado.

Padrão
Em meio aos novos tormentos provocados pelo padrão de qualidade do Metrô do Rio, é  importante lembrar aos cariocas – alvo da cruzada pela privatização do Aeroporto do Galeão – que uma das principais interessadas em assumir o controle do Galeão é a concessionária responsável pelo metrô.

Roto&esfarrapado
Além dos transtornos aos passageiros, a (penúltima) pane no Metrô do Rio provocou uma emblemática disputa para ver qual a concessionária de serviços públicos privatizados tem pior conceito junto ao público. Nesse sentido, nada mais revelador que usuários suspeitarem da responsabilidade da distribuidora de energia Light, embora só faltasse energia nas estações.

Decepcionados
“Política externa com Dilma: nada, absolutamente nada mudou!” O título da coluna do ex-prefeito do Rio  Cesar Maia na Folha de São Paulo do último sábado reflete bem o espírito daqueles que apostavam que a presidente iria mudar a política implantada no Governo Lula. O Itamaraty voltou ao rumo que sempre marcou as relações exteriores brasileiras, deixando para o limbo da História a atuação subserviente que marcou o interminável Governo FH.

Unanimidade
A definição é do jornal espanhol pró-mercado financeiro El País, ao referir-se aos movimentos anti-Papandreou: “Quer dizer, quase toda a Grécia.”

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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