Réquiem

Entra para o campo da guerra ideológica o prêmio dado pelo ortodoxo Banco Central da Suécia – que, de forma oportunista, se autodenomina Nobel de Economia – para os neoliberais norte-americanos Thomas Sargent e Christopher Sims. Os dois desenvolveram métodos para responder a questões sobre como o crescimento econômico e a inflação são afetados por um aumento temporário na taxa de juros ou por cortes de impostos. Em um momento em que as teses neoliberais desabam, agraciar tal tipo de pesquisa tem o objetivo similar ao de “manter o moral da tropa”, quando é cada vez maior o risco de debandada.

Novo tempo
Os planos de estudo das principais faculdades de Economia na Argentina estão sendo revistos. A crise nas potências mundiais questiona a corrente de pensamento neoclássica, redefinidas como ortodoxa e neoliberal, hegemônicas na carreira universitária, revela o jornal argentino Página/12.

Operação apagamento
A imprensa “livre” ocidental bateu mais um recorde no critério pluralidade de opiniões na cobertura dos fatos. Apenas depois de 20 dias, o movimento “Ocupem Wall Street”, acampado na praça Liberty Plaza, em Nova York, conseguiu atrair atenções dos meios de comunicação locais e estrangeiros. Isso só, porém, aconteceu depois que, revoltados com as agressões promovidas pela polícia contra os integrantes do movimento quando caminhavam pela ponte do Brooklin, que ainda resultaram em  700 prisões, despertou a indignação e o apoio de personalidades, como Michael Moore e a Susan Sarandon, e de sindicatos e estudantes.

Óleo de peroba
Historiadores brasileiros precisam rescrever a história recente brasileira para ungir o deputado Paulo Maluf (PP-SP) como o principal nome da resistência à ditadura e o precursor das descobertas milionárias do pré-sal. Pelo menos, essa é a versão de Maluf, segundo o qual, ele começou o combate à ditadura ao se lançar candidato a governador biônico do Estado de São Paulo, contra o então candidato preferido da cúpula militar, Laudo Natel. Numa tacada só, a cara dura do deputado transforma uma briga interna do regime num movimento de resistência democrática e tenta apagar todos que, desde 64, se levantaram contra o golpe, muitos dos quais pagando com suas vidas, empregos, exílios e torturas por seu ato.

Jorrando lorotas
O movimento de Maluf para tentar maquiar sua biografia no seu final de carreira inclui transformar a aventura da Paulipetro, num país que já contava com uma empresa do porte e dos recursos tecnológicos da Petrobras, no passo inicial da descoberta do pré-sal.

Ganância impune
Com as filas nos caixas eletrônicos e até nas lojas lotéricas dando filas nos quarteirões nos principais centros do país, até quando o governo Dilma vai permanecer de braços cruzados diante da intransigência dos bancos nas negociações salariais com os bancários? Apesar de terem lucrado R$ 59,7 bilhões nos 12 meses encerrados em junho, os bancos, via Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), oferecem aos bancários aumento real (acima da inflação) de apenas 0,56%.

“Planície” em SP
O ex-ministro José Dirceu lançou nesta segunda, em São Paulo, seu livro Tempos de Planície (Alameda, 382 páginas, R$ 44), que reúne 73 artigos publicados de 2006 a 2010 em vários veículos de comunicação do país. Dirceu colabora com o MONITOR MERCANTIL desde março de 2011.
Os textos estão organizados em oito capítulos e tratam de temas e discussões de nossa história recente, sobre o novo momento que vive o Brasil, “marcado por importantes conquistas socioeconômicas, frutos de um novo paradigma da administração pública, inaugurado a partir do Governo Lula, em que o Estado tem um papel decisivo na criação de um ambiente favorável ao crescimento econômico, ao combate à pobreza, à distribuição de renda, à elevação do poder aquisitivo da população e à criação de um mercado interno de massas”. Tempos de Planície foi lançado em Brasília dia 28.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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