S&P reduz classificação de seis aéreas europeias

Entre o 'investimento altamente especulativo' e 'lixo'.

Acredite se Puder / 17:12 - 20 de mai de 2020

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A Standard & Poor’s reduziu a classificação financeira de seis companhias aéreas europeias, entre elas a TAP, que ficou com rating beirando o nivel C. A companhia portuguesa caiu de “B” para “B-”, que corresponde ao sexto nível de “lixo” e indica um “investimento altamente especulativo”. A classificadora de riscos mexeu com a Air Baltic, EasyJet, Deutsche Lufthansa, International Consolidated Airlines Group e SAS e passou a IAG, companhia que comanda a British Airways e a Iberia, de BB para BBB-, ficando assim no nível de “lixo”.

Os cortes foram provocados pelos efeitos da pandemia da Covid-19 na atividade das companhias aéreas. O caso da TAP é diferente, pois além de prejudicada pelo coronavírus, sofre com a discussão de um processo de readministração, inclusive com a solicitação de uma ajuda estatal. O ministro português Pedro Nuno Santos admitiu vários cenários para a recuperação da aérea e, inclusive, não descartou a possibilidade de decretar a insolvência da companhia. A S&P vê com elevada probabilidade o cenário da TAP receber um apoio estatal, mas lembra que o Governo ainda não fez um anúncio formal nesse sentido.

 

Hering também terá R$ 279,4 milhões

Na tarde da segunda-feira, Lojas Renner e Via Varejo anunciaram a vitória com a exclusão do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do cálculo da PIS/Cofins no período de dezembro de 2002 a março de 2017. A Hering somente anunciou, na noite da terça-feira, que também conseguiu um crédito tributário de R$ 279,4 milhões. Como a ação já teve trânsito em julgado, ou seja, não cabe mais recurso, o crédito já está garantido, mas a companhia terá de esperar a habilitação da Receita Federal para fazer uso desse valor. Como efeito retardado, as ações da Hering subiram mais de 10% no pregão desta quarta feira, mas depois essa alta foi reduzida para 5,5%.

 

Analistas do Morgan desmentem banco Inter

O banco Inter elevou em 125,9% para R$ 50,4 milhões, suas provisões para lidar com os efeitos da crise econômica. De acordo com nota da instituição, os aumentos foram observados a partir da segunda quinzena de março deste ano por conta da pandemia e a inadimplência, ou seja, atrasos acima de 90 dias, ficou em 4,6%, alta de 0,3 ponto percentual em 12 meses. Parece que aí existe uma divergência. Contrariando a informação da instituição, os analistas do Morgan Stanley verificaram que o aumento de inadimplência teve início antes mesmo da crise do coronavírus. Também ressaltaram, de forma negativa, a dificuldade do banco digital em “monetizar” sua base de clientes. A receita por cliente no primeiro trimestre foi de R$ 229, com queda de 16%, e ressaltam a visão de longa prazo das oportunidades limitadas de monetização na base de clientes da empresa.

 

Paralisações prejudicam frigoríficos

Depois de sofrer duas paralisações, seguindo orientação do Ministério Público do Trabalho, a BRF fará testes de coronavírus em todos os seus trabalhadores de Concórdia (SC). Os analistas do Bradesco BBI temem a redução da produção devido a essas medidas de proteção, ressaltando a preocupação com os possíveis impactos de reduções forçadas na produção para negócios integrados, pois os frigoríficos precisam pagar por essa estrutura mesmo em um cenário de menor abate. Ainda sobre o setor pecuário, a pandemia também deverá fazer com que a recuperação na produção de carne bovina nos Estados Unidos seja lenta, o que pode favorecer exportadores brasileiros.

 

Briga entre Pão de Açúcar e Via Varejo?

A Cia. Brasileira de Distribuição, dona das bandeiras Extra e Pão de Açúcar, informou ao mercado que tem direito a receber da Via Varejo R$ 500 milhões decorrentes de uma ação que gerou créditos tributários para a varejista de eletrodomésticos, movido originalmente pela Globex Utilidades, atual Via Varejo, da qual o Grupo Pão de Açúcar era acionista controlador. A Companhia Brasileira de Distribuição alega que tem direito a receber parte do crédito constituído até 30 de novembro de 2010 decorrente dessa decisão judicial.

 

Gol e Azul sobem mais de 20%

Gol e Azul registram ganhos de até 20%, em uma sessão agitada para o setor, devido ao anúncio de Paulo Guedes de que o governo se tornará sócio das aéreas no pacote de ajuda ao setor.

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