Sai da frente

Há um crescimento explosivo nos resultados de pesquisas da China, ultrapassando de longe a atividade de pesquisas realizadas no resto do mundo, revela estudo da Thomson Reuters. Neste ritmo, a China irá superar os Estados Unidos dentro da próxima década. “Se o crescimento da pesquisa na China continuar tão rápido e substancial, as instituições da Europa e da América do Norte irão querer fazer parte dele”, disse Jonathan Adams, Diretor de Avaliação de Pesquisas da Thomson Reuters. “A China não depende mais de ligações com os parceiros tradicionais do G8 para ajudarem no desenvolvimento de seu conhecimento. Quando a Europa e os EUA visitam a China, eles podem somente fazê-lo como parceiros iguais”.

Nova fronteira
Os resultados da China cresceram de um pouco mais de 20 mil documentos de pesquisas citados na Web of Knowledge (o maior ambiente de citações da literatura acadêmica), em 1998, para quase 112 mil no ano passado. Os chineses ultrapassaram Japão, Reino Unido e Alemanha em 2006 e agora estão em segundo lugar, atrás apenas dos Estados Unidos.
A pesquisa na China está concentrada nas ciências físicas e na tecnologia. Há rápido crescimento nos campos das ciências agrícolas e ciências da vida, tais como a imunologia, a microbiologia e a biologia molecular e genética.

Eterno enquanto durar
O ex-prefeito do Rio Cesar Maia, cobrado sistematicamente por esta coluna, não pôde se furtar a uma crítica – ainda que leve – ao prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, que conseguiu a polêmica aprovação da possibilidade de concorrer a uma segunda reeleição. Maia diz que isto rendeu a Bloomberg “comparações com Hugo Chávez”. Só que, diferentemente do presidente da Venezuela e outros líderes latino-americanos, o prefeito da Grande Maçã não recorreu a um plebiscito para se manter no poder: o primeiro passo para viabilizar seu terceiro mandato ocorreu em outubro de 2008, quando a Câmara Municipal revisou a legislação e abriu espaço para que ele tentasse permanecer no cargo. Em abril deste ano, uma corte federal ratificou a decisão.
Nesta eleição, que ocorreu nesta terça-feira (até o fechamento desta coluna a vitória do prefeito nova-iorquino era tida como certa), o bilionário Bloomberg alcançou o posto de pessoa que mais gastou do seu próprio bolso numa campanha política nos EUA, ultrapassando US$ 85 milhões – o valor final pode chegar a US$ 110 milhões, dez vezes mais que seu principal rival.

“No problem”
A re-reeleição de Michael Bloomberg não comoveu os milicianos pró-alternância do poder acantonados nas redações da mídia tupiniquim. Como Bloomberg, além de conservador, é dono da agência de notícias do mesmo nome, seria a diferença de tratamento o tal vírus do corporativismo que tanto incomoda esses milicianos?

Legitimidade
Os defensores seletivos da democracia também não se comoveram com a criativa solução adotada para resolver a escabrosa fraude eleitoral que obrigaria o atual presidente, Hamid Karzai, a enfrentar um segundo turno. Após missão internacional da ONU constatar que pelo menos cerca de um quarto dos votos amealhados por Karzai no primeiro turno tinha origem duvidosa, o candidato da oposição Denorex, Abdullah Abdullah, desistiu da segunda rodada da votação, argumentando temer que a roubalheira fosse ainda mais escandalosa. Com isso, o segundo turno foi anulado e Karzai declarado eleito e reconhecido pela comunidade internacional, expressão substituta para interesses dos Estados Unidos. E ainda tem gente que não entende porque cresce a influência dos talibãs no Afeganistão.

Dois pesos
Decisão da 2ª Vara Cível de Duque de Caxias obriga a Petrobras a pagar R$ 6 milhões por danos ambientais causados ao município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, devido a pequeno vazamento de substância poluente em 2001. A ação civil pública foi impetrada pelo Ministério Público estadual. Sempre que a Petrobras está envolvida, as multas são pesadas e a condenação, severa. Já a CSN, que poluiu o Rio Paraíba do Sul, há três meses, de forma grave – a ponto de a secretária fluminense de Meio Ambiente ameaçar interromper as atividades da empresas – foi multada em apenas R$ 5 milhões; e sabe-se lá se vai pagar.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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