Sangria desatada

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ano passado, o Brasil remeteu para o exterior R$ 53,76 bilhões, o que representou 4,07% do Produto Interno Bruto (PIB). Foi a primeira vez que a sangria de recursos para  pagamento de juros e dividendos ultrapassou 4% do PIB. Em 2001, as  remessas para o pagamento de juros e dividendos somaram R$ 46,68  bilhões, ou 3,89% do PIB. No primeiro ano do primeiro  mandato do presidente FH, essas transferências totalizaram R$ 10 bilhões (1,55% do PIB). Nos oito anos do longo governo tucano, a saída líquida  para pagar juros e dividendos cresceu quase três vezes, segundo o IBGE.

Gol contra
Os cartolas do esporte brasileiro, ao que parece, não se satisfizeram com o fraco resultado da seleção canarinho na Copa das Confederações. Sabe-se lá se por desleixo ou problemas políticos, o país não inscreveu os atletas das modalidades coletivas a tempo de participarem da Universíade, que se realiza a cada dois anos e este ano será disputada na Coréia. Na versão anterior da Universíade, em 2001, na China, a delegação do Brasil foi considerada uma das mais fracas em organização.

Cooperação
O ministro da Educação Superior de Cuba, Fernando Alegret, comentou, neste fim de semana, no Rio, que entre as muitas formas de cooperação entre seu país e o Brasil existe a possibilidade de realização de um programa conjunto para formar mil doutores em inúmeros campos de conhecimento. Ontem, ele se reuniu, em Brasília, com o ministro da Educação, Cristovam Buarque.

Posse
Miguel José Ribeiro de Oliveira assume hoje a presidência da Anefac, sucedendo Roberto Brizola, que esteve à frente da entidade nos últimos dois anos. A pesquisa sobre juros, desenvolvida por Ribeiro em 1995, revelou uma série de distorções, abusos e irregularidades na forma como é feita a cobrança das taxas.

Companheiros garis
Com 580 mil desempregados nos seus primeiros cinco meses, o presidente Lula vai ter de acelerar a mudança da política econômica para não deixar cair no valão das promessas vazias a promessa de gerar 10 milhões de empregos no seu governo. Do contrário e mantido o atual aperto palocciano, Lula encerrará os quatro anos de mandato com um contencioso de 9,6 milhões de novos desempregados. Desse jeito, haja fila da Comlurb.

Sujou
Ao enfileirar 100 mil brasileiros desempregados ou com renda ladeira abaixo, a fila para gari da Comlurb, no Rio, cumpriu forte papel didático. Em apenas duas semanas, ela jogou na lata do lixo mil elogios do FMI e centenas de editoriais de apoio da mídia pró-banca sobre os fundamentos da política econômica perpetrada pelo ministro Palocci.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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