Sangue nas mãos

Além da invasão da Líbia e das mortes provocadas pelos ataques de drones, o presidente Barack Obama está prestes a acrescentar mais uma contradição desmoralizante ao Nobel da Paz que lhe acharam por bem outorgar. Desde 6 de fevereiro, presos de Guanatánamo deflagraram uma greve de fome contra as condições degradantes da prisão que já reúne cem dos 166 prisioneiros. Esta semana, um deles desmaiou por inanição. Espera-se que não seja a primeira morte na costas de Obama desta Auschwitz do século XXI.

Aval em inglês
O aval externo dos investidores que compraram US$ 11 bilhões em papéis corporativos da Petrobras recebendo juros inferiores aos pagos há dois anos já produz efeitos internamente. Para o professor de Mercado Financeiro e de Capitais da Trevisan Escola de Negócios Helvídio Prisco, com a captação, o valor das ações das estatais deve subir: “O resultado positivo da captação mostra que o mercado confia na Petrobras e a tendência é que as ações subam”, prevê Prisco.

Drible
O trabalho temporário contabiliza 46 milhões de contratos assinados ao ano em todo o mundo. Com 12,3 milhões de contratos, o Brasil é o segundo maior mercado, conforme dados apresentados no Congresso Mundial de Terceirização e Trabalho Temporário, que se realiza em Toronto, Canadá. Os Estados Unidos, líder mundial, foi responsável por 12,9 milhões. O Japão aparece em terceiro lugar no ranking (2,6 milhões).
Para o presidente do sindicato das empresas de terceirização (Sindeprestem), Vander Morales, “os dados divulgados legitimam o que temos defendido no Brasil: o trabalho temporário é porta de entrada no mercado para jovens, idosos e pessoas que precisam de renda extra”.
Uma outra análise, porém, levanta preocupação: com um mercado de trabalho que representa aproximadamente 70% do norte-americano, o Brasil tem quase 96% do número de terceirizados dos EUA. Parece indicar fuga dos custos trabalhistas, muito maiores aqui que lá.

Bons fruto$
Pouco menos de dois meses depois da intempestiva interdição do Engenhão, os cariocas continuam sem conhecer o detalhamento do contestado laudo da empresa SBP que serviu de mote para o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), proibir o funcionamento do estádio. No entanto, se produz prejuízos ao Botafogo, aos contribuintes e a outros clubes que, com o Engenhão aberto, negociariam em melhores condições com os contemplados com a privatização do Maracanã, a interdição não é motivo de queixas para todos. A NSG Engenharia, por exemplo, foi contratada por Paes, para, por R$ 16 mil, analisar o laudo da SBP, cujas premissas foram questionadas pela Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural (Abece).

Padrão X
Vizinhos do prédio sede do Flamengo no Morro da Viúva, arrendada por Eike Batista, defendem que, antes de assumir o controle do Maracanã, os futuros concessionários deveriam apresentar atestado de bons antecedentes. Embora a sede já apresentasse sinais de abandono há muito tempo, desde que o Conselho Deliberativo do clube aprovou, em janeiro do ano passado, a concessão para Eike – turbinada por um perdão de cerca de R$ 16 milhões da Prefeitura em dívidas de IPTU – a situação se deteriorou ainda mais, principalmente, após o despejo dos então inquilinos, dando ao local um aspecto quase fantasmagórico.

Ave, Dilma
Comentário ferino de um amigo da coluna: “É óbvio por que o Governo Federal está investindo tantos recursos públicos nos novos estádios para a Copa de 2014, chamados de “arenas”. Juntamente com o Bolsa Família, complementam uma nova política governamental, pois finalmente alcançamos o desenvolvimento da Roma Antiga: pão e circo.

Aliás
O nome da loja de R$ 1,99 de que Dilma foi sócia em 1995/96 se chamava… Pão&Circo.
 

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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