Santos Cruz critica militarização

'Isso traz uma imagem para a população de que as Forças Armadas'.

Política / 23:50 - 21 de mai de 2020

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A militarização do governo de Jair Bolsonaro foi criticada pelo ex-ministro da Secretaria de Governo da Presidência general Carlos Alberto Santos Cruz criticou, em entrevista ao Antagonista,. Tentando salvar a imagem do Exército, que se une cada vez mais ao bolsonarismo, Santos Cruz disse que a proximidade entre as Forças Armadas e o governo federal dá a sensação de que os militares participam da disputa política no Brasil.

“A incidência de militares é muito alta. Isso traz uma imagem para a população de que as Forças Armadas, posso falar pelo Exército, estão participando dos assuntos de governo, até da rotina de governo. Dá essa sensação de que os militares estão comprometidos com as disputas de governo. Isso não pode acontecer”, ressaltou. Há quase um mês, Santos Cruz já avisava que o Exército não marcha com o governo Bolsonaro.

 

Olavo minimiza corrupção - O ex-astrólogo e escritor Olavo de Carvalho, guru ideológico do bolsonarismo, tentou justificar os casos de corrupção no governo de Jair Bolsonaro. Em entrevista à BBC Brasil feita por videoconferência de sua casa na cidade de Petersburg (Virgínia), nos Estados Unidos, disse que Bolsonaro é “morbidamente honesto”. “Você pode chamá-lo de burro, de mau administrador, mas de ladrão você não vai conseguir”, afirma.

Mais adiante, no entanto, Olavo avalia que um caso de corrupção no governo Bolsonaro é menos grave do que em outros governos. “Casos pequenininhos de corrupção podem acontecer em qualquer governo. Acontecem necessariamente, sempre tem algum ladrão em qualquer lugar. Por exemplo, para você corromper uma delegacia de polícia inteira, quantos funcionários corruptos precisa ter? Basta um escrivão corrupto; já estraga a delegacia inteira. Então esses casinhos sempre vão existir, não sei se é o caso do Queiroz. Mas você não pode priorizá-los quando você sabe que existem casos de corrupção imensamente maiores encabeçados pelo próprio presidente, pelo próprio dirigente geral da coisa”, afirmou Olavo.

 

Bolsonaro: exemplo de fake news - Um dos fundadores do Facebook, Mark Zuckerberg afirmou que a rede social estava removendo informações falsas sobre o coronavírus e deu o exemplo Jair Bolsonaro. Foi retirada uma alegação do brasileiro de que os cientistas “mostraram” cura para a Covid-19.

“Isso obviamente não é verdade e é por isso que a removemos. Não importa quem diga isso”, disse Zuckerberg em entrevista à rádio pública britânica BBC. De acordo com o empresário, Facebook removerá da plataforma todo o conteúdo que cause “dano imediato” a qualquer usuário.

 

Partidos pedem impeachment

Partidos da oposição protocolaram na manhã desta quinta-feira um pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) à Câmara dos Deputados. Esse é o primeiro pedido de impeachment no qual partidos se juntam - outros foram entregues, mas por iniciativas individuais de parlamentares - para exigir a saída de Bolsonaro. Mas o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, já demonstrou ponto de vista contrário.

 

O foco agora é Weintraub

Para atenuar sua habitual insegurança política, Bolsonaro apontou os holofotes para Abraham Weintraub, ministro da Educação, que entrou na fila da exoneração ao se recusar lotear cargos para o centrão. Segundo o jornal Folha de São Paulo, “em conversas reservadas, relatadas à Folha, o presidente se queixou da resistência do ministro em ceder espaço para indicados do centrão e em adiar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Além disso, Bolsonaro avaliou que Weintraub passou do ponto em crítica feita ao Supremo Tribunal Federal (STF) em reunião ministerial realizada no fim de abril.”

 

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