São Paulo registra terceiro recorde seguido de casos de Covid-19

Apesar disso, a capital entrou na fase amarela e vai poder, a partir da próxima semana, reabrir bares, restaurantes e salões de beleza.

São Paulo / 16:45 - 26 de jun de 2020

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Pela terceira vez nesta semana - e de forma consecutiva -, o Estado de São Paulo bateu o recorde de casos confirmados de infecção por coronavírus em um único dia, com a notificação de mais 9.921 registros nas últimas 24 horas. Apesar disso, o governo paulista diz que o número de novos casos está dentro das projeções esperadas para o mês de junho. Com isso, o estado soma agora 258.508 casos confirmados de Covid-19.

O estado contabiliza até agora 13.966 óbitos em consequência do coronavírus. Há ainda 5.666 pessoas internadas em UTIs de todo o estado em casos suspeitos ou confirmados de Covid-19, além de 8.274 pessoas internadas em enfermarias. A taxa de ocupação de leitos de UTI no estado está em 65,4% e, na Grande São Paulo, em 67,7%.

A capital paulista entrou na fase amarela do Plano São Paulo e vai poder, a partir da próxima semana, reabrir bares, restaurantes e salões de beleza. Apesar disso, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), disse que houve uma recomendação do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo para que a capital espere por mais uma semana - e confirmando a manutenção na fase amarela na próxima sexta-feira (dia 3), poderá então reabrir esses comércios a partir do dia 6 de julho. Segundo ele, a prefeitura vai aproveitar a próxima semana para conversar e dialogar com os setores que estarão autorizados a funcionar na fase amarela.

Hoje, o governo apresentou uma nova atualização do Plano São Paulo, plano de retomada da atividade econômica do estado - e que começou a ser feito a partir do dia 1º de junho. O Plano São Paulo é dividido em cinco fases que vão do nível máximo de restrição de atividades não essenciais (vermelho) a etapas identificadas como controle (laranja), flexibilização (amarelo), abertura parcial (verde) e normal controlado (azul). O Plano São Paulo também é regionalizado, ou seja, o estado foi dividido em 17 regiões e cada uma delas é classificada em uma fase.

Com a nova atualização, grande parte do estado foi classificada na fase 1 - vermelha. Com isso, as regiões de Araçatuba, Bauru, Franca, Marília, Piracicaba, Presidente Prudente, Registro, Ribeirão Preto e Sorocaba terão que se manter em quarentena e só poderão reabrir atividades consideradas essenciais como de logística, abastecimento, saúde e segurança. Isso ocorreu, sobretudo, pelo aumento no número de casos, enquanto na região de Piracicaba, houve também aumento expressivo de óbitos.

Já a capital paulista e duas Regiões Metropolitanas - a Sudeste e a Sudoeste - entraram na fase amarela, quando bares, restaurantes e salões de beleza e barbearias poderão reabrir, mas com limitação de 40% do público e horário reduzido de funcionamento, podendo funcionar por apenas seis horas. Já os shoppings centers e comércio de rua, que poderiam abrir já na fase laranja, poderão agora ampliar o horário de funcionamento de quatro para seis horas por dia, além de poder ampliar também sua capacidade, de 20% a 40%.

As demais regiões do estado estão na fase laranja, que prevê reabertura de 20% da capacidade de escritórios em geral, imobiliárias, comércio de rua, shoppings e concessionárias por quatro horas diárias.

Apesar da flexibilização, o governador de São Paulo, João Doria (também do PSDB), anunciou hoje, pela sexta vez, a prorrogação da quarentena em todo o estado de São Paulo até o dia 14 de julho.

Na média estadual medida a cada sete dias e fechada na última quarta (24), houve redução na taxa de ocupação de leitos de terapia intensiva para tratamento da Covid-19 de 66,5% para 65,5% na comparação com a semana anterior, além de aumento na média de vagas por 100 mil habitantes de 19,1 para 19,7. Já a taxa de internações caiu 2% na mesma comparação. No entanto, a média estadual de casos de infectados por coronavírus subiu 35% na mesma comparação. Houve aumento também na taxa semanal de mortes por Covid-19, que subiu 11% em relação à reclassificação da semana passada. Na comparação mensal, o número de infectados passou de 81 mil novas infecções em maio para 138.889 em junho e os novos óbitos passaram de 5.240 em maio para 6.144 em junho. Isso se deve, sobretudo, ao interior do estado, onde está ocorrendo uma aceleração da pandemia.

 

Com informações da Agência Brasil

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