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domingo, janeiro 17, 2021

Saudades do apagão

A nota divulgada pelo trio PSDB, PFL e PDT, ontem, mostra que a oposição daqui não aprendeu as lições trazidas pela última eleição argentina. Assim como a derrubada de De la Rúa não representava saudades de Carlos Menem, o desgaste de Lula está ligado à opção pelo continuísmo tucano, não a saudades do interminável governo FH.

Novos marajás
Com o Pronews avançando, é hora de o país discutir o alerta feito, quarta-feira, pelo vizinho de página desta coluna Sérgio Barreto Motta: com a entrada de dinheiro público na veia da mídia (noves fora os anúncios oficiais que financiam boa parte do setor), com a mesma indignação que destinam aos salários pagos aos parlamentares e ao desembargadores, os brasileiros devem discutir a remuneração recebida pelas estrelas globais. Em não poucos casos, os valores ultrapassam R$ 1 milhão por mês. Resta saber se os veículos de comunicação terão a mesma disposição moralista ou, para repetir outra palavra satanizada pelo setor, predominará o corporativismo.

Mercado
Quem quiser conhecer melhor o mercado de derivativos financeiros deve aproveitar o curso que a Associação e o Sindicato do Bancos do Rio de Janeiro realizarão de 5 a 8 de agosto. O programa inclui mercado futuro de câmbio, taxa de juros, cupom cambial e outros temas. O professor é Luiz Celso Carvalho, pós-graduado em Administração Financeira pela FGV, que trabalhou no Banco Central, Banco do Brasil e BB-DTVM e atualmente está no BNDES. Inscrições pelos telefones (21) 2253-1538 e 2203-2188 ou ozanete@aberj.com.br

Perda
Segundo a Fundação Seade os investimentos na Região Metropolitana de Campinas caíram de US$ 2,81 bilhões em 2002 (19,55% do total no Estado de São Paulo) para menos de US$ 1,9 bilhão no ano passado (14,62% do total).

Pólo turístico
O Rio Grande do Sul tem mais prestadores de serviços turísticos inscritos no Ministério do Turismo do que Rio, Minas, São Paulo ou do que estados fortes na recepção de visitantes no Nordeste. Esta distorção pode ser explicada pelo critério adotado pelo ministério para distribuição da verba para promoção turística nacional e internacional a partir deste ano: metade vai ser dividida equitativamente entre as 27 unidades da Federação; os outros 50% serão distribuídos proporcionalmente à quantidade de empresas, empreendimentos e guias de turismo com cadastro regular. A nova política justifica a corrida dos estados para cadastrar o maior número possível de empresas do setor. Em Goiás cada prefeitura recebeu do estado R$ 1 mil por empresa cadastrada. Em números, o Rio Grande do Sul tinha, ao final do mês passado, 3,2 mil prestadores cadastrados; o Rio de Janeiro só 1,8 mil; São Paulo 2,8 mil; e Goiás alcançou 672 empresas regularizadas.

No ar
Com  89 mil nomes licenciados, o Brasil tem o segundo maior número de pilotos do mundo. Segundo dados do Departamento de Aviação Civil (DAC), existem no país 123 escolas de aviação, dez faculdades, 1.623 cursos de aviação e 195 Aeroclubes. Parte desses números se deve à expansão da aviação geral e da executiva. É basicamente no primeiro segmento que os pilotos conseguem acumular as horas de vôo necessárias para ingressarem na aviação comercial. Para debater essas e outras questões, o setor se reúne, entre os próximos dias 15 e 17 na segunda edição da Latin American Business Aviation Conference and Exhibition (Labace), ou em português, Exposição e Conferência Latino-Americanas de Aviação Executiva. O evento será realizado no Transamérica Expo Center e no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

Dois coelhos
O PMDB quer mudanças radicais na política econômica e não ficaria triste se emplacasse mais um ministro no governo Lula. Solução simples: Beluzzo no Ministério da Fazenda.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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