Sauditas liberam exportação de carne de unidades de Minas

De acordo com o Ministério da Agricultura, autoridades do país suspenderam o bloqueio de cinco plantas de carne bovina mineira.

A Arábia Saudita suspendeu o bloqueio às exportações de carne bovina de cinco plantas produtivas do estado de Minas Gerais ao seu mercado, de acordo com informações fornecidas à ANBA pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A liberação entrou em vigor nesta quinta-feira, segundo a pasta. O ministério informa que a Arábia Saudita anunciou a suspensão no dia 6 de setembro motivada pela ocorrência de um caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecido como mal da vaca louca, no estado. Dez dias depois, porém, o bloqueio foi suspenso, segundo comunicado das autoridades sanitárias sauditas ao Mapa.

No começo deste mês, o ministério confirmou o registro de dois casos atípicos no Brasil, um deles no estado do Mato Grosso e o outro em Minas. A pasta divulgou nota esclarecendo que os casos atípicos ocorrem de maneira espontânea e esporádica, não estão relacionados à ingestão de alimentos contaminados, e não representam risco para a saúde humana e animal. Nunca houve registro de casos clássicos de mal da vaca louca no Brasil, disse o Mapa.

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), a Arábia Saudita foi o nono maior destino da carne bovina do Brasil no exterior de janeiro a agosto. O país comprou 25,4 mil toneladas por US$ 117 milhões. Egito e os Emirados compram carne bovina em volumes maiores do Brasil do que os sauditas, mas, questionado pela ANBA sobre suspensões de outros países árabes, o Mapa informou apenas o bloqueio saudita.

O Brasil também exportou 650 toneladas de produtos processados de frango ao Egito neste ano até o mês de agosto, após ter conseguido a abertura desse mercado no ano passado. Apesar de avaliar o volume dos embarques como positivo e ver perspectivas de crescimento, o setor aviário brasileiro defende um aumento do prazo de validade dos produtos, atualmente de 90 dias, para viabilizar uma comercialização maior.

O Egito, porém, autorizou a entrada dos industrializados de frango do Brasil em julho de 2020, o que abriu as portas para a exportação de produtos como nuggets, carne de frango enlatada, salsichas e mortadelas, além de blanquet, feito de peru, todos de maior valor agregado. Mas o país árabe determina um prazo de validade curto para a maioria desses produtos, o que dificulta a exportação, já que só no navio as mercadorias brasileiras ficam entre 30 e 40 dias a caminho do mercado egípcio.

Mesmo com esse novo mercado aberto para o frango brasileiro no Egito, as exportações gerais do setor ao país árabe recuaram para cerca de metade nos oito primeiros meses deste ano sobre o mesmo período do ano passado. As vendas do frango griller, que estavam na casa das 50 mil toneladas de janeiro a agosto de 2020, caíram para 27,5 mil neste ano, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Rua conta que estão sendo feitos alguns ajustes burocráticos em função da alteração da entidade certificadora halal.

Sobre o prazo de validade dos produtos de frango industrializados, Rua acredita que há perspectiva de que ele seja negociado e conta que o assunto está na pauta das negociações do Brasil com o Egito, tanto na relação bilateral, por meio do Mapa e da embaixada do Brasil no Cairo, como no âmbito do Mercosul, já que o bloco tem um acordo de livre comércio com o país árabe.

 

Com informações da Agência de Notícias Brasil-Árabe

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