“Os provedores de fundos mútuos têm a obrigação, de forma clara e precisa, de transmitir as estratégias, os riscos dos produtos que vendem e devem conduzir as comunicações com os investidores, especialmente durante épocas de estresse do mercado.” (Robert Khuzami, Diretor da Divisão de Execução da Securities and Exchange Comission).
Por não seguir essa diretriz, a gestora de investimentos OppenheimerFunds Inc., sem admitir ou negar as conclusões do regulador norte-americano, concordou em pagar uma multa de US$ 24 milhões, mais a restituição de US$ 9,88 milhões e juros de US$ 1,49 milhão (que serão depositados em um fundo para o benefício dos investidores prejudicados), para se livrar das acusações sobre as declarações enganosas sobre dois de seus fundos mútuos, durante o meio da crise de crédito no final de 2008. A investigação da SEC descobriu que Oppenheimer, utilizou instrumentos derivativos conhecidos como swaps de retorno total, com grande exposição para o fundo de obrigações de alto rendimento chamado Oppenheimer Income Fund Champion e outro, de prazo de investimento intermediário, o Oppenheimer Bond Fund Core.
O prospecto distribuído em 2008 não divulgou adequadamente a prática do fundo de assumir substancial alavancagem no uso de instrumentos derivativos. Quando foram registradas as perdas, os administradores fizeram declarações enganosas sobre as perdas e as perspectivas de recuperação dos fundos. Assim, nos processos administrativos contra o OppenheimerFunds e o OppenheimerFunds Inc., foi apurado que os dois fundos estavam carregados de hipotecas sem lastro e, quando houve a aceleração da crise, no dia 21 de novembro de 2008, houve uma infusão de US$ 150 milhões no Champion e, a partir daí, a redução da exposição para evitar mais perdas.
Na sequência, o regulador descobriu uma série de mensagens enganosas, como a feita aos seus consultores financeiros cujos clientes tinham investimentos nos dois fundos e aos demais quotistas, alegando que somente um dos fundos tinha sofrido perdas com as desvalorizações registradas, mas nada tinha afetado as suas explorações e as suas estratégias, e que continuariam a receber os rendimentos dos títulos de renda fixa, enquanto esperavam para a recuperação dos mercados de renda variável. A SEC classificou tais comunicações de serem materialmente enganosas, porque houve uma substancial redução na exposição que acabou com as chances de recuperação e, consequentemente, provocou o registro de perdas nos investimentos.
Moody”s rebaixa 6 bancos alemães e 3 austríacos
A Moody”s reduziu o rating de seis bancos alemães, uma subsidiária alemã de um grupo estrangeiro e três austríacos, por refletirem os riscos decorrentes da crise da dívida da Zona do Euro e o fraco crescimento econômico global. Na Alemanha, o rating de longo prazo do Commerzbank foi cortado de A2 para A3, com perspectiva negativa. DekaBank e DZ Bank também foram afetados, bem como três bancos centrais dos estados federados de Baden-Wuerttemberg, Norddeutsche e Hessen-Thueringen. A nota da unidade alemã do UniCredit, da Itália, também foi rebaixada de A2 para A3, com perspectiva negativa. O WGZ teve sua classificação conservada, mas passa para perspectiva negativa. Na Áustria, a agência classificadora rebaixou a nota de longo prazo do Erste Group Bank AG em dois degraus, enquanto as do UniCredit Bank Austria (UBA) e do Raiffeisen Bank International (RBI) caíram um nível. As três instituições financeiras foram postas com perspectiva negativa.
Iochpe-Maxion desiste de oferta pública
A Iochope Maxion desistiu da realização da oferta pública de distribuição de ações de sua emissão, anunciada no dia 15 de maio. Segundo a companhia, “esta decisão está relacionada à deterioração das condições dos mercados de capitais nacional e internacional verificada nas últimas semanas”.
BNDES teve que prorrogar captação
Foi adiado para o próximo dia 12 o encerramento do período de reserva da oferta inicial dos ETFs (Exchange Traded Funds, ou fundos de índices) ECOO11, patrocinados pelo BNDES. Estes fundos vão seguir o desempenho do ICO2 (Índice de Carbono Eficiente) calculado pela BM&FBovespa. Além do adiamento do período de reservas, foi estabelecido para o dia 13 o encerramento do período de desistência dos pedidos de reserva ou cartas de intenção de investimentos realizados até 4 de junho. Com o novo cronograma, a fixação do preço de distribuição dos fundos também acontecerá no dia 13, data do encerramento do bookbuilding (procedimento de coleta de intenções de investimento). As cotas começarão a ser negociadas na bolsa no dia 15 de junho. Será que a procura anda baixa?















