SEC emite alertas preocupada com fraudes nas mídias sociais

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A Securities and Exchange Comission praticamente começou 2012 emitindo um Alerta de Risco Exame Nacional intitulado “Use consultor de investimento de mídia social”, no qual fornece observações sobre os intermediários com base na revisão de consultores de investimentos de vários portes e estratégias e que utilizam meios de comunicação social. A preocupação do legislador norte-americano é que, em número crescente, as empresas de investimento registradas para prestar assessoria estão usando as mídias sociais para se comunicar com os clientes existentes e potenciais, promover serviços, educar os investidores e recrutar novos funcionários. O alerta diz respeito as opiniões que possam surgir do uso da mídia social por parte das empresas e seus associados, oferecendo sugestões antifraude, conforme as disposições de registros das leis federais de valores mobiliários. Para a SEC, as empresas devem considerar as notas de alerta para implementar novos programas ou revisitar os existentes, devido a rápida evolução da tecnologia.
A SEC também emitiu um alerta intitulado “Mídia social e investimento: evitando fraudes”, elaborado pela Secretaria de Educação com Investidores e Advocacia, com o objetivo de ajudar os investidores a estar mais conscientes aos esquemas de investimento fraudulentos usados nas mídias sociais, e fornece dicas para verificar o perfil dos consultores e corretores. Além disso, lançou um boletim intitulado “Mídia social e investimento: compreendendo suas contas”, que contém as melhores práticas, incluindo as configurações de privacidade, dicas de segurança, senha e seleção teve como objetivo ajudar os usuários da mídia social a proteger suas informações pessoais e evitar fraudes.

Campos queria US$ 500 bilhões
Através de vários sites de mídia social, Anthony Campos, de Lyons, Illinois, ofereceu mais de US$ 500 bilhões em títulos fictícios e chegou a promover fictícias discussões sobre “garantias bancárias” e “medium-term notes” no LinkedIn e provocou o interesse de vários supostos compradores potenciais. Agora, Campos está sendo processado pela Securities and Exchange Comission por ter feito várias ofertas fraudulentas por meio de suas duas empresas individuais, a Anthony Campos & Associates (AFA) e a Corretores de Valores Mobiliários Platinum. E o pior, no site forneceu ao público informações falsas e enganosas sobre os ativos da AFA no âmbito da gestão, clientes e histórico operacional. Não contente, enviou documentos ao regulador, apesar de não manter os livros e os registros necessários; não implementou políticas de conformidade e procedimentos adequados e disse ser uma corretora, embora não tenha sido registrado junto à SEC.

Ninguém para na cúpula da Nutriplant
A minúscula Nutriplant é talvez a recordista brasileira de substituições dos membros da Diretoria e Conselho de Administração. Nos últimos três anos, registrou o seguinte:
a) em outubro de 2008, Gilson Roberto Granzier renunciou ao cargo de diretor Financeiro e de Relações de Investidores e foi substituído por Sandro Henrique Peixoto Sabóia;
b) em maio de 2009, Fabio Henrique Y. Bomfim deixou de ser diretor da empresa;
c) em fevereiro de 2010, Rogério Ruza renunciou ao cargo de diretor de Suprimentos, e Dieter Rudloff, ao cargo de Conselheiro de Administração;
d) em junho de 2010, Luiz Claudio do Nascimento e, em julho de 2010, Maurício Luís Luchetti deixaram o Conselho de Administração;
e) em julho de 2011, foi a vez de Nelson Pereira dos Reis e João Bosco Olivito Nonino abandonarem o Conselho;
f) em julho de 2011, Marcos de Mello Mattos Haaland foi destituído do cargo de presidente, sendo substituído por Sandro Henrique Peixoto Sabóia, que continuou com a Relações de Investidores. Nessa mesma data foi eleito Ricardo Lessa Pansa como diretor sem designação específica.
g) em dezembro de 2011, Sandro Henrique Peixoto Saboia renunciou aos seus dois cargos e foi substituído interinamente por Ricardo Lessa Pansa.
h) na última sexta-feira, Ricardo Lessa Pansa foi confirmado como presidente e diretor de Relações com Investidores.
Ora direis, tudo isso tem relação com a remuneração dos executivos. Realmente, deve ter, pois não existem informações sobre o ganho anual dos membros do Conselho de Administração, uma tremenda falha que deveria ser cobrada pela Comissão de Valores Mobiliários. A diretoria executiva, no entanto, tem uma média de R$ 284 mil por ano e teve aumento de 39,92% nos três últimos exercícios. Ah, o BNDES tem 10% do capital da empresa.

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