Secando a fonte

Recente e pouco comentada decisão do Superior Tribunal Federal (STF) vai provocar “um violento golpe” no financiamento da Previdência Social. A advertência é da Associação Nacional dos Servidores da Previdência Social (Anasps), que calcula que a determinação de que a agroindústria está isenta de pagar a quota do Funrual implicará uma perda de receita de R$ 2,5 bilhões por ano para a Previdência, que ainda poderá ser obrigada a devolver R$ 13 bilhões, cuja cobrança, pelo entendimento do STF, teria isso ilegal.
A Anasps acrescenta que o golpe no financiamento da Previdência desferido pelo Supremo seguiu-se a outra decisão do tribunal, há um ano, quando reduziu de dez para cinco anos o prazo para cobrança das dívidas previdenciárias. De acordo com a associação, a mudança “transformou em pó cerca de 25% da dívida ativa e administrativa da Previdência Social”.

Preço transparente
As empresas de telefonia, Internet, televisão por assinatura, água, gás e energia elétrica que atuam no Rio de Janeiro poderão ser obrigadas a divulgar tabela de preços de seus serviços, taxas ou cobranças em dois jornais de grande circulação no estado, além de colocá-las nos sites das empresas. A proposta está no Projeto de Lei 1.205-A/07, da deputada estadual Beatriz Santos (PRB). “É preciso garantir a transparência dos preços cobrados. Só assim o consumidor terá assegurada a prática de preços justos”, defendeu a parlamentar.

Até o celular
Milagres da privatização das telecomunicações à moda brasileira, que criou o afunfunhado sistema de tarifas de interconexão: é mais em conta ligar para celulares no exterior, usando DDI, do que para números no Brasil, usando DDD, cuja tarifa fica 50% mais cara.

Golias e Davids
Cerca de 70 fornecedores do Rio de Janeiro de diferentes portes e segmentos terão a oportunidade de negociar com a gigante do mercado de cosméticos L”Oréal. A empresa será a âncora da nova Rodada de Negócios do programa Compra Rio, coordenado pela Secretaria estadual de Desenvolvimento. O encontro será nesta quarta-feira, das 9h às 17h, na sede da Firjan. A expectativa da L”Oréal é que sejam gerados R$ 50 milhões em negócios ao longo de um ano.

Volta
Após 13 anos, retorna ao Brasil a Conferência da Federação Interamericana de Advogados (FIA), agora em sua 46ª edição. A entidade representa advogados, juízes e professores de Direito de aproximadamente 40 nações das Américas e da Península Ibérica. Uma das novidades desse ano é a participação da Ordem dos Advogados de Paris, que pela primeira vez vai enviar um representante oficial ao evento, que começa nesta terça, até 19 de junho, no Hotel Sheraton (Rio).

Fico
Boa remuneração não é o fator decisivo para segurar profissionais dos departamentos jurídicos de empresas de grande porte. Segundo José Nilton Cardoso de Alcantara, presidente do Fórum de Departamentos Jurídicos (FDJur), “se não houver uma política de retenção, o profissional sairá assim que receber uma proposta melhor”. Além da questão salarial, pesa o bom ambiente de trabalho; diretores privilegiam bônus e premiações. É o que mostra pesquisa feita pelo FDJur com empresas do porte da Souza Cruz, Votorantim e Sodexo.
Chama a atenção na pesquisa o fato da segurança e estabilidade virem listadas em último lugar no ranking dos principais fatores para reter um talento.

3 x 4
A concessionária que explora a Ponte Rio-Niterói jura que aumentou a velocidade e diminuiu o número de acidentes após a implantação de quatro pistas em cada sentido, com a eliminação do acostamento e redução da largura das faixas de rolamento. Difícil acreditar mas, ainda que seja verdade, um fato é incontestável: a gravidade dos acidentes piorou e o reflexo no trânsito é muito maior.

Sem limite
Quanto ao aumento da velocidade média, é uma meia verdade: com o fim do acostamento, a Polícia Rodoviária Federal não tem mais onde estacionar para colocar em ação seu radar móvel. Com isso, a velocidade máxima de 80km/h passou a ser apenas uma sugestão; pouquíssimos carros e mesmo ônibus e caminhões que trafegam pela Ponte respeitam o teto. Mas, na hora de rush, os engarrafamentos permanecem, pois o gargalo é a praça do pedágio.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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